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Brasil

26/06/2018 08:25 Exame.com

O que os eleitores de 6 presidenciáveis pensam sobre estes temas polêmicos

São Paulo — Pesquisa do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) encomendada pela consultoria XP Investimentos e divulgada em primeira mão por EXAME nesta sexta-feira (22) mostra que os eleitores brasileiros estão divididos sobre alguns temas que devem pautar o debate das eleições 2018.

Mas engana-se quem pensa que os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) são os únicos a polarizar todas as discussões. Na verdade, segundo a sondagem, eles até têm opiniões similares quando questionados sobre o papel do Estado na economia e autorização de aborto em caso de estupro.

Na prática, segundo a sondagem, os eleitores de Jair Bolsonaro e Álvaro Dias (Podemos) são os mais próximos em seus posicionamentos. Quem vota em Lula, Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) tende a compartilhar de opiniões similares. Os apoiadores de Geraldo Alckmin oscilam a depender do assunto e são os que mais aprovam a Reforma da Previdência.

Já os apoiadores do deputado do PSL são os mais favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, liberação do porte de armas, pena de morte, intervenção militar e privatizações. No lado oposto, quem declara voto em Ciro Gomes é mais favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalização do aborto, autorização de aborto em caso de estupro e legalização da maconha.

Toda atenção aos indecisos

Mas o que importa mesmo para as campanhas é o posicionamento dos eleitores indecisos ou daqueles que votam branco e nulo, que, segundo a pesquisa, compreendem mais de 30% do eleitorado a depender da configuração dos candidatos apresentados.

Nessa sondagem, a aproximação desse grupo com as ideias dos apoiadores de cada presidenciável varia conforme  o assunto — fato que pode ser um indicativo de que posicionamentos muito radicais podem encontrar resistência entre essa parcela do eleitorado.

A sondagem ouviu mil pessoas entre os dias 18 e 20 de junho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE com o número BR-06647/2018.

Privatizações

64% dos eleitores brasileiros ouvidos pela sondagem se opõem às privatizações. A ideia tem menos resistência entre os entrevistados que apoiam o deputado federal Jair Bolsonaro (49% a favor; 42% contra) e o senador Álvaro Dias (Podemos). 36% dos eleitores de Alckmin aprovam a ideia e 57% se opõem. No total, 83% dos eleitores de Lula declararam ser contra as privatizações.

Intervenção do Estado na economia

Os eleitores de Marina Silva são os que mais aprovam a ideia de um governo forte na economia (57%). Curiosamente, nesse aspecto, os apoiadores de Bolsonaro e de Lula se aproximam com 52% e 48% de aprovação,  respectivamente. Eles são também os que apresentam as maiores taxas de rejeição à ideia com 40% e 39%, concomitantemente. Os eleitores indecisos, por sua vez, estão entre os que menos aprovam a ideia – 41% deles apoiam um Estado interventor, 35% se opõem e 24% não sabem responder.

Reforma da Previdência

De longe, os entrevistados que declararam voto em Geraldo Alckmin são os que mais aprovam uma reforma da Previdência. No lado oposto estão os eleitores de Lula com apenas 28% de apoio à proposta, que será um dos principais desafios para o próximo presidente. Nesse assunto, a percepção dos eleitores hoje indecisos se aproxima da declarada pelos apoiadores de Lula e Ciro.

Intervenção militar

Apesar de Bolsonaro jurar que não apoia uma intervenção militar hoje, seus eleitores registram a maior taxa de aprovação à ideia entre todos os eleitorado consultado pela pesquisa: 63% deles defendem a proposta. Entre todos os entrevistados, 52% reprovam a possibilidade de uma intervenção militar no país. Os eleitores indecisos acompanham a média do eleitorado nesse assunto: 38% são favoráveis à possibilidade.

Legalização do porte de armas

Novamente, os apoiadores de Bolsonaro se distanciam da média: 74% apoiam a liberação do porte de armas para cidadãos comuns. Entre todos os eleitores, 43% aprovam a ideia e 52% a rejeitam. Os eleitores de Ciro, Marina e Lula são os que mais reprovam a proposta.

Pena de morte

Metade dos eleitores ouvidos pelo Ipespe/XP aprovam a implantação da pena de morte no país – a taxa é a mesma entre os eleitores indecisos. Com 66% de aprovação, os seguidores de Bolsonaro lideram o apoio à medida. A maior taxa de reprovação, por outro lado, fica entre os eleitores de Ciro e Alckmin.

Redução da maioridade penal

Entre todos os temas analisados, a redução da maioridade penal é aquele com a maior taxa de aprovação entre os entrevistados pela pesquisa: 81% se declararam favoráveis à medida. Com 95% de aprovação, os eleitores de Bolsonaro lideram o apoio à proposta. A rejeição, por outro lado, é maior entre quem declarou apoio a Lula e Ciro, com 23% e 25%. A taxa de rejeição entre os indecisos é de apenas 13%.

Legalização do aborto

Nesse assunto, a polarização fica entre os eleitores de Ciro Gomes e Álvaro Dias: enquanto 41% dos apoiadores do pedetista aprovam a legalização do aborto, apenas 11% dos que declararam apoio ao pré-candidato do Podemos concordam com a medida. Essa proporção é similar a do grupo dos eleitores indecisos. Entre eles, 13% afirmam apoiar a proposta. A taxa de aprovação entre todos os entrevistados é de 20%.

Aborto em caso de estupro

Apesar de figurarem entre os eleitores que mais rejeitam a legalização do aborto, os apoiadores de Álvaro Dias compartilham a mesma taxa de aprovação dos eleitores de Lula quando questionados sobre a autorização de aborto em casos de estupro: 64% aprovam a medida. A aprovação entre os indecisos é de 51%.

Casamento homoafetivo

Os eleitores de Ciro e de Jair Bolsonaro polarizam esse debate.  Enquanto 63% dos apoiadores do pedetista aprovam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, 57% de quem apoia o deputado do PSL diz ser contrário à medida. Entre os indecisos, 40% aprovam e 46% são contra.

Legalização da maconha

Os eleitores de Ciro Gomes são aqueles cuja opinião mais destoa da maior parte dos entrevistados pelo Ipespe: 39% deles aprovam a legalização da maconha. Entre todos os ouvidos pela sondagem, apenas 18% aprovam a proposta.


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