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Economia

11/12/2017 11:29 Estadão

Brasil reforça parceria comercial com o Iraque

Após faturar 72% mais com exportações para o Iraque em 2016, o Brasil aumenta a aposta naquele mercado. Os dois países devem assinar no primeiro trimestre de 2018 um protocolo sanitário único para o comércio de produtos alimentícios. No documento constarão regulamentos e eventuais restrições, além de programas de incentivo. “O protocolo será referência para exportadores brasileiros”, conta à coluna Jalal Chaya, presidente da Câmara Brasil-Iraque. “O mercado ficará mais dinâmico.” A Câmara não faz estimativas de crescimento no comércio, mas espera bons resultados. Uma das vantagens do protocolo é permitir a participação de empresas de menor porte e sem experiência em vendas externas. O Brasil vende ao Iraque açúcar, frango, carne bovina, bovinos vivos e café.

Pressa. O plano logístico para o agronegócio inclui obras em até 50 rodovias, ferrovias e hidrovias, conta o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. A ideia é que alguns projetos sejam tocados no ano que vem, ainda na gestão Blairo Maggi. “Algumas são pequenas intervenções em hidrovias, em ligações de ferrovias”, diz. O plano deve ser apresentado esta semana ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e ao ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

Sem consulta. Surpreendentemente, a Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura pouco sabe sobre o plano em preparação. O presidente do grupo, Edeon Vaz, conta ter sido convidado para participar, em fevereiro, de uma reunião na Embrapa, que ajudou a elaborar o plano. E só. “Estranhamos muito. A Câmara é um órgão de assessoramento do ministro, mas o plano não nos foi apresentado”, diz Vaz. O grupo reúne alguns dos principais especialistas em logística do País.

Imagem é tudo. Nesta semana também sai o plano de compliance do Ministério da Agricultura, com regras de conduta para servidores e empresas do agronegócio. Um selo de qualidade será dado às companhias que estabelecerem regras de ética para suas operações e atenderem a uma série de requisitos sociais e ambientais. Com a medida, o ministério espera resgatar a credibilidade do setor no mercado externo.

Vem cá. O presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp), Jacyr Costa Filho, vai aproveitar a visita do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prevista para esta segunda-feira, para reforçar as demandas do setor. Como a pauta será “reformas necessárias ao desenvolvimento do País” – leia-se previdenciária e tributária –, Costa Filho quer enfatizar a necessidade de isentar de impostos matérias-primas de produtos de valor agregado destinados ao mercado externo, como a soja em grão, da qual se faz óleo. “É preciso estimular a produção e exportação de itens de maior valor”, diz.

Na onda. Depois de vencer na Organização Mundial de Comércio (OMC) disputa com a Indonésia para a comercialização de carne de frango, o Brasil deve buscar a abertura daquele mercado para a proteína bovina. A Indonésia é grande consumidor de carne halal e o Brasil tem produção que atende aos preceitos muçulmanos.

Fonte nova. O Banco do Brasil emprestou para o setor agropecuário nesta safra 163% mais recursos captados por meio das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Entre julho e novembro foram R$ 5 bilhões. O valor representa 41% dos R$ 12,3 bilhões concedidos por todos os bancos ao setor. O vice-presidente de Agronegócios do BB, Tarcísio Hübner, diz à coluna que o título atrai investidores por ser isento de imposto de renda.

Não é comigo. O rigor no cumprimento de leis antipoluição na China, que tem levado ao fechamento de fábricas e ao aumento dos preços de defensivos exportados pelo país asiático, não afeta a operação da Monsanto no Brasil, diz seu presidente, Rodrigo Santos. Ele explica que a produção da companhia do herbicida glifosato não depende de matérias-primas trazidas da China. “Nossa linha de produção é aqui; compramos insumos de outros países. Além do que nosso principal negócio é semente e aí China não influencia.

Alerta. Para o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), contudo, a questão é motivo de alerta. “A oferta de defensivos e matérias-primas da China está caindo e isso pode afetar a produção no Brasil”, diz Silvia Fagnani, presidente da entidade.

Primo rico. Com o bom desempenho do agronegócio nos dois últimos anos de crise econômica no País, o Sindiveg está preocupado com sinalizações do governo de que poderia elevar a tributação do setor de insumos. Por isso, a entidade elaborou um estudo sobre o efeito que a maior taxação pode causar na cadeia produtiva. O documento deve ser apresentado em janeiro.


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