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Juara (MT), 22 de fevereiro de 2019 - 02:06

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Economia

07/02/2019 05:32 R7

BC mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano pela sétima vez seguida

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), optou por manter a taxa básica de juros da economia brasileira em 6,5% ao ano pela sétima vez consecutiva. A decisão foi novamente tomada por unanimidade entre os diretores do BC.

A taxa segue no atual patamar desde março do ano passado, quando o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 6,5% ao ano.

O veredito que mantém os juros básicos da economia brasileira no patamar atual até o mês de março foi aprovado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pelos diretores Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.

Para justificar a decisão, o Copom afirma que os indicadores recentes da atividade econômica "continuam evidenciando recuperação gradual da economia brasileira" e observa que as medidas de inflação subjacente estão em "níveis apropriados ou confortáveis".

"O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019 e, com peso menor e gradualmente crescente, de 2020", avalia o órgão do BC.

A diretoria da autoridade monetária aponta ainda a continuidade do processo de reformas econômicas como "essencial" para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazo. "O Copom avalia que cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas", conclui a nota.

Trata-se da primeira decisão desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República. A reunião também deve ser a última comandada por Goldfajn, que dará lugar a Roberto Campos Neto na presidência da autoridade monetária nacional após ter seu nome aprovado pelo Senado Federal.

 

A manutenção da Selic também atende as expectativas do mercado financeiro, que projeta a taxa básica de juros justamente no patamar de 6,5% ao ano ao final de 2019.

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.


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