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Esporte

25/12/2017 13:55 Estadão Esportes

Um novo caminho para os jogadores brasileiros: o futebol tailandês

Para jogadores brasileiros sem clubes, o futebol asiático é opção. Além dos tradicionais mercados japonês e árabe, e do rico chinês, outro caminho surgiu recentemente: Tailândia. O futebol é dominado pelo Buriram United, time dos brasileiros Diogo, Rafael Bastos e Jajá, atual tricampeão da Liga Nacional Tailandesa.

Nos torneios continentais, seu melhor desempenho na Liga dos Campeões asiática ocorreu em 2013, quando a equipe chegou às quartas de final, perdendo para o iraniano Esteghlal. Desde então, caiu sempre na fase de grupos. A seleção começa a obter bons resultados diante dos vizinhos, como Malásia e Vietnã, mas sofre quando joga contra países com futebol mais desenvolvido. Nas Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo, chegou à fase final, mas ficou em último, sem vencer nenhuma das dez partidas.

Os brasileiros tiveram papel importante neste crescimento, ajudando a popularizar o esporte. Neste ano, quatro dos cinco principais artilheiros vieram do Brasil – o goleador máximo foi o montenegrino Dragan Boskovic, com 38 gols, tornando-se o recordista da Liga tailandesa em única edição. Jajá ficou quatro gols atrás de Boskovic.

Anteriormente, os brasileiros Cleiton Santos, Diogo, ex-Palmeiras, Portuguesa e Flamengo, já haviam batido a marca, assim como Heberty, que joga no país há três anos. Ele tem 29 anos, com passagem pela Arábia Saudita. Foi artilheiro em 2014, com 26 gols. “Tenho expectativa de voltar a ser artilheiro. Não consegui nesta temporada porque joguei apenas metade do ano, mas quem sabe no próximo ano”, disse ao Estado – ele foi campeão da Copa da Tailândia pelo Muangthong United.

O sucesso dos brasileiros coincide com o fortalecimento do futebol no país. Os clubes têm procurado melhorar sua estrutura e construído novos estádios. Embora com capacidade em torno de 15 mil lugares, a nova arena do Muangthong dificilmente fica vazia, segundo Heberty e seu colega de time, Leandro Assumpção.

Assumpção, outro atacante, joga na Tailândia há seis anos. Nesse período, viu muitas coisas mudarem. “Pude ver uma evolução tanto na questão de estrutura física quanto na de salários. Vejo que eles investem nas categorias de base, mas não utilizam tanto os garotos. Aqui sou mais bem pago do que seria se estivesse em um time de segunda ou terceira divisão no Brasil”, diz – times médios brasileiros chegam a pagar salários entre R$ 30 mil a R$ 100 mil.

Outra questão sobre os salários é levantada por Rodrigo Vergílio, o ‘Careca’, atacante de 34 anos, que está no país há duas temporadas. “Aqui, além de receber mais, tenho a certeza que serei pago em dia. Não tem mais aquela insegurança. Quando estava no Náutico, em 2014, torcedores me paravam e perguntavam ‘quando você vai jogar?’. Eu respondia que queria, mas que era difícil sem receber”, relata o jogador.

Quanto ao estilo do futebol, Assumpção compara ao inglês. “Eles adoram o Inglês, então tentam jogar no estilo clássico, mesmo com as limitações. Há muita bola esticada, correria e jogadas aéreas”. Outra diferença entre o futebol brasileiro e o tailandês é o comportamento da torcida. “Aqui quase não tem pressão. Mesmo com o time em fase ruim continuam sendo afetuosos. As estrelas são tratadas como seria Ronaldinho no Brasil”, diz Vergílio. Ao Estado, eles disseram não querer voltar

 


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