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Juara (MT), 22 de fevereiro de 2019 - 02:21

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Esporte

07/02/2019 05:41 R7

Apático, com medo. São Paulo foi reflexo de André Jardine

Apático, inseguro, com medo.

O São Paulo, em Córdoba, foi o reflexo de seu inexperiente treinador.

Foi assustadora a estreia do time na "pré-Libertadores". Depois do primeiro tempo equilibrado, a velha companheira dos últimos anos voltou: a apatia.

E com um ingrediente venenoso. O medo da derrota, de uma eliminação precoce.

O resultado foi o pior possível.

O Talleres fez o que quis no segundo tempo. Superou a sua técnica menos refinada, com excepcional preparo físico, personalidade, intensidade. 

Os argentinos encurralaram o São Paulo e venceram, com toda justiça, por 2 a 0.

A situação ficou muito complicada.

Os brasileiros precisam vencer por três gols de diferença para conseguir a classificação, na próxima quarta-feira, no Morumbi.

O time ainda perdeu Hudson, expulso.

Atuação triste, constrangedora.

Não combina com a história vencedora do São Paulo na competição.

A situação de André Jardine é delicadíssima.

Há um enorme descontentamento com seu fraco trabalho.

"A avaliação obviamente não foi boa. O resultado acaba sendo expressivo, esmagando qualquer justificativa. Tivemos um certo controle do jogo no primeiro tempo, marcando mais baixo, tentando bloquear as construções interiores que o Talleres tinha e tendo algumas situações de contra-ataque. No segundo tempo com um pouco mais de dificuldade de fazer isso.

Acho que o fator do gol mexeu também, deu confiança ao adversário. Talvez no nosso melhor momento no jogo, a expulsão praticamente terminou com a condição de buscar o empate. O segundo gol acaba penalizando como um todo a atuação do segundo tempo especialmente", disse, sem a menor convicção, Jardine.

Nos últimos quatro jogos, sob o comando do treinador especialista em juniores, a equipe tomou cinco gols e só marcou um. Não é por acaso que a pressão para a saída de Jardine já é enorme.

O que é péssimo para o responsável pelo futebol, Raí.

O inseguro Leco não sabe o que faz.

No ano passado, demitiu Diego Agurirre na reta final do Brasileiro.

Para dar um 'choque psicológico' no time.

Colocou Jardine, que jamais comandou equipe alguma na Libertadores.

Mal iniciou sua carreira como treinador.

A situação é muito tensa na Argentina.

O nome de Cuca já é citado por conselheiros importantes.

Jardine colocou o São Paulo para travar o Talleres. Entrou para contragolpear. A intenção clara, mesmo sabendo que o adversário era mais fraco tecnicamente, pela formação tática era claro perceber que ele sonhava com o 0 a 0.

Entrou com três volantes. Jucilei, Hudson e Hernanes recuado. Segurou Bruno Peres e Reinaldo. Nenê e Everton tinham mais preocupação em marcar, em fechar a intermediária, do que procurar Pablo no ataque. O São Paulo era uma equipe que sonhava em encaixar um contragolpe. Muito pouco para a história do clube. Escancarado 4-5-1.

Juan Vojvoda, treinador do Talleres, não esperava o famoso rival tão amedrontado. E no primeiro tempo, tinha a preocupação em fechar as intermediárias. E manteve a marcação a partir do sem campo. Com duas linhas de quatro e dois atacantes abertos.

A primeira etapa não teve chances claras.

No segundo tempo, o Talleres tratou o São Paulo como uma equipe pequena. Pressionou desde a saída de bola. E o time de Jardine se encolheu. Ficou apenas tentando se defender.

Inacreditável a passividade do treinador.

O time argentino já articulava da entrada da área.

Jucilei seguia sem marcar ninguém, lento, atrasado nos lances capitais.

Aos 12 minutos, livre, Juan Ramírez deu um chute fortíssimo, indefensável para Tiago Volpi. 1 a 0, Estudiantes.

O São Paulo seguia sem imaginação, sem rumo.

Jardine fez o óbvio.

Colocou Diego Souza no lugar de Hernanes, substituição que não mudou em nada o panorama do jogo. Ele deveria ter tirado um dos volantes, para o jogo fluir.

Não fez e ainda seguiu sem ver a facilidade que o time dava à entrada da área. E aos 41 minutoas sentiu na alma o erro que cometeu.  Pochettino tabelou e bateu forte na entrada da área, indefensável para o goleiro do São Paulo.

2 a 0 ficou justo.

E pesado demais para que seja revertido no Morumbi.

Na revanche, o clube não terá Hudson.

Jardine entrou definitivamente na alça de mira.

Ele sabe, mas não admite.

Pelo menos publicamente...


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