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Estaduais

23/10/2017 16:17 Midia News

Delator desabafa: "Se tiver que pagar com a vida, estou disposto"

O tenente-coronel José Henrique Costa Soares declarou que continua sendo monitorado por pessoas relacionadas ao grupo que teria encomendado espionagem ilegal do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Soares é o responsável por denunciar o esquema criminoso que tentou gerar a suspeição de Perri nos procedimentos referentes aos grampos ilegais no Estado. Ele revelou que foi coagido pelo grupo durante o período em que atuou como escrivão do inquérito militar que apurou o as interceptações clandestinas.

Em entrevista à TV Centro América, veiculada na manhã desta segunda-feira (23), o policial militar revelou que atualmente anda escoltado por nove policiais. A família dele também passou a ser escoltada. 

A medida de segurança é adotada para evitar que o militar ou seus parentes possam ser alvos de possíveis ataques. 

De acordo com o militar, mesmo com a equipe de segurança, aliados do grupo que tentou prejudicar o desembargador Orlando Perri ainda o monitoram. 

“Os policiais que trabalham comigo na minha segurança perceberam vigilância, perceberam que existem pessoas me vigiando”, declarou.

Tem que se pagar um preço. E se eu tiver que pagar o preço com minha vida, não tem problema 

Ele afirmou que, caso necessário, está disposto a pagar com a própria vida por ter desbaratado o grupo criminoso. 

“Tem que se pagar um preço. E se eu tiver que pagar o preço com minha vida, não tem problema. Estou disposto a tudo”, disse. 

Soares comentou que acredita que os esquemas criminosos referentes aos grampos clandestinos e a tentativa de prejudicar as investigações serão esclarecidos. 

“A verdade vai aparecer, porque tem muita prova que foi produzida e vai ser reproduzida. O próprio cabo Gerson, nos últimos instantes em que o procedimento iria subir para o STJ, falou quase tudo. O [coronel] Lesco também iria falar quase tudo. Então, eu acredito que essas pessoas, no STJ, vão falar o que aconteceu”, pontuou.

 Para o tenente-coronel, a melhor alternativa para os envolvidos nos grampos clandestinos seria denunciar as práticas ilegais. 

“Eles seriam muito inteligentes se falassem, porque foram usados. A instituição Polícia Militar foi usada, mas ela é tão grande e tão importante que façam o que façam, não conseguirão [prejudicá-la]”.

 Ele ainda saiu em defesa da Polícia Militar e disse que a credibilidade da instituição não será atingida em razão da postura adotadas pelos membros que estão envolvidos no esquema dos grampos ilegais.

“Na PM há pessoas dignas. A grande maioria são pessoas dignas. A sociedade e as pessoas não podem acreditar que isso que está acontecendo pode atingir a credibilidade da instituição”, comentou. 

Operação Esdras 

A operação desbaratou o grupo acusado de montar uma estratégia para atrapalhar as investigações relacionadas aos grampos ilegais e obter a suspeição de Perri.

 Nela foram presos o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, o major Alex Ferronato, os então secretários de Segurança Pública, Rogers Jarbas, e o de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira – já exonerados – e o ex-secretário da Casa Militar, Evandro Lesco. 

Tiveram a prisão decretada ainda a personal trainer Helem Christy Carvalho Dias Lesco, esposa de Lesco; o sargento João Ricardo Soler e o empresário José Marilson da Silva. 

A operação só foi possível graças à denúncia do tenente-coronel José Henrique Soares, que havia sido cooptado pelo grupo, mas se arrependeu. 

Ele entregou à Polícia Civil uma farda, em cujo bolso estava acoplada uma câmera, que seria usada para filmar o desembargador. 

O nome da operação é uma referência ao personagem Esdras ("Aquele que ajuda, Ajudador, Auxiliador"), da tradição judaico-cristã. 

Ele liderou o segundo grupo de retorno de israelitas que retornaram de Babilónia em 457 a.C. 

Descendente de Arão, o primeiro Sumo Sacerdote de Israel, Esdras era escriba (copista da lei de Moisés) entendido na lei de Moisés.


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