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Estaduais

09/03/2018 10:40 G1 MT

Delegada diz que soube da existência de grampos no governo de MT em 2015

A delegada Alessandra Saturnino, ex-secretária-adjunta de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), afirmou em depoimento prestado à 11ª Vara Militar de Cuiabá, nesta sexta-feira (9), que soube da existência dos grampos em 2015, quando estava no cargo e coordenava uma investigação sobre uma organização criminosa que atuava em presídios do estado.

Saturnino é uma das testemunhas de defesa arroladas pelo cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa Júnior, que está preso desde maio do ano passado suspeito de integrar o esquema, que vigorou entre 2014 e 2015.

"Fiquei sabendo dos grampos pelo Mauro Zaque, mas quando ele me disse, disse também que já estava tomando providências", afirmou.

época, Mauro Zaque, que é promotor de Justiça, comandava a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

Quando estava no governo, Zaque teria apresentado ao governador Pedro Taques (PSDB), em 2015, slides detalhando o esquema e, depois, quando saiu do governo, denunciou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A delegada, que ocupou o cargo de adjunta de Inteligência entre janeiro de 2015 e março 2016, afirmou que não denunciou o caso por obediência à hierarquia e que as providências estavam sendo tomadas por Mauro Zaque.

Ela disse ter se assustado ao ver na imprensa a ilegalidade cometida durante a Operação Forti, a qual ela coordenou e, por meio da qual foram feitas interceptações clandestinas. "Me assustei quando saiu na imprensa a ilegalidade da Operação Forti, porque disseram que dois números foram inseridos de forma ilegal", afirmou.

Um dos telefones interceptados foi o da ex-servidora pública e ex-amante do ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques, que é primo do governador, Tatiana Sangalli.

O telefone teria sido interceptado a pedido de Paulo Taques, com a alegação de que ela planejava se casar com o ex-chefe do crime organizado de Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro, que foi solto há duas semanas depois que passar quase 15 anos preso, e que, juntos, estariam elaborando um plano para matar o governador Pedro Taques.

Essa informação foi dada pela própria delegada em depoimento prestado no ano passado à Corregedoria da Polícia Civil.

A Operação Forti foi desencadeada porque era necessário restabelecer a união das forças de segurança, segundo a delegada.

"O sistema prisional funcionava como escritório do crime. E, no desencadear da operação, houve a informação de que havia um plano contra a vida do governador", disse.

Os grampos

Um esquema de espionagem no setor de inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso foi descoberto e veio à tona em maio do ano passado, com uma reportagem exibida no Fantástico.

O caso veio à tona em 14 de maio do ano passado em reportagem exibida no Fantástico, de que autoridades, profissionais liberais, jornalistas e advogados tiveram os telefonemas interceptados em um esquema conhecido como “barriga de aluguel”, no qual os números foram inseridos indevidamente em processos de investigação de tráfico de drogas para obter autorização judicial para a quebra de sigilo.

A investigação do caso está sendo feita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ainda não se tem conhecimento de quem partiu a ordem para os grampos.

Em Mato Grosso, tramita o processo contra os militares.

Além do cabo Gerson e do coronel Zaqueu, são réus o ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, e o ex-adjunto da Casa Civil, coronel Ronelson Barros, e o tenente-coronel Januário Batista.


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