Juara (MT), 23 de junho de 2018 - 04:06

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02/06/2018 10:50 G1 MT

Promotor exonerado após "surtos" recorre de expulsão do MPE

O promotor de Justiça Fábio Camilo da Silva, que foi exonerado do Ministério Público Estadual (MPE-MT) interpôs um recurso administrativo contra a medida, que será analisado pelo Colégio de Procuradores de Justiça, na sede do órgão em Cuiabá, no próximo dia 7 de junho. Fábio foi exonerado do cargo em decisão do Conselho Superior do MP-MT no dia 19 de abril de 2018.

Os membros do órgão seguiram por unanimidade o voto do relator, o procurador de Justiça Domingos Sávio de Arruda.

Fábio Camilo da Silva ficou “famoso” após passar por um “surto” em julho de 2017. Uma série de vídeos que circularam nas redes sociais mostravam cenas bizarras de um homem vestido, com a beca própria de promotores de justiça, colocando o "dedo na cara” de policiais militares e tomava um “banho” do que parecia ser uma bebida alcoolica misturada com energético. 

As imagens confirmaram que, de fato, tratava-se de Fábio Camilo, que atuava na promotoria em Guarantã do Norte (736 km da Capital). Uma ligação feita por um morador de Terra Nova do Norte (647 km de Cuiabá), na região de Guarantã, denunciava que duas pessoas estavam discutindo num posto de gasolina, uma delas aparentando embriaguez.  

Ao chegar ao local, os policiais militares encontraram o membro do MP-MT, que desacatou os agentes de segurança. “Que este militar deveria colar os cascos para falar com ele, sendo que ele era um coronel. Ainda perguntou se este militar não tinha conhecimento do Código Penal Militar. Neste momento, notou-se que o condutor encontrava-se em visível estado de embriaguez alcoólica, pois exalava forte odor de álcool ao falar”, diz o boletim de ocorrência feito contra o promotor. 

Não satisfeito, o promotor de Justiça teria dado uma “gravata” num dos policiais e o ameaçado. Ambos chegaram a cair no chão. 

“Ele disse: ‘Vou lhe matar, soldado, com sua própria arma’. O promotor tentou retirar a arma deste militar, sendo interceptado pelo soldado Cenilton e a testemunha Reginaldo, sendo necessário o uso da força para conter o promotor e ainda utilização de algemas, para salvaguardar a integridade física dos agentes e do próprio promotor”, diz ainda o B.O. 

Após ser algemado pela Polícia Militar, Fábio Camilo começou a ingerir uma bebida e “tomou banho” com outra. Como promotor de justiça, ele só poderia ser preso caso em flagrante delito por crime inafiançável. Ao ser liberado, ele foi a um hotel e teria tentado agredir os hóspedes. Encaminhado ao hospital, logo após o fim do efeito sedativo, também tentou agredir os profissionais de saúde. 

Atropelou deficiente 

Fábio Camilo também é acusado de atropelar e ameaçar de morte um deficiente físico que andava de bicicleta. Ao ser atingido pelo carro guiado pelo promotor, o rapaz teve sua prótese destruída, sofrendo ainda escoriações. O ex-membro do MP-MT o ameaçou de morte caso registrasse um boletim de ocorrência. 

Um adolescente de 17 anos levado por duas conselheiras tutelares à presença do promotor em razão da rejeição do pai teria sofrido “um tapa no rosto e nas costas”.

Ele também foi ameaçado de ser preso, ouvindo do promotor que caso isso acontecesse o rapaz viraria uma “mulherzinha”. 

Por último, mas não menos importante, Fábio Camilo também teria oferecido uísque a um juíz durante uma audiência, faltado ao trabalho sem justificativa em várias oportunidades, e “vandalizado” uma emissora de TV em Guarantã do Norte. Em agosto de 2017, o ex-membro do MP-MT foi “interditado” (considerado incapaz de administrar os próprios bens, e mesmo sua vida social e cívica) pela 3ª Vara da Família da Comarca de Campo Grande (MS), onde possui familiares.


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