Juara (MT), 21 de abril de 2019 - 03:15

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Estaduais

15/04/2019 06:27 Folha Max

Preço do bezerro aumenta em Mato Grosso

Pecuarista que investem na modalidade confinamento estão pagando mais caro pelo bezerro de engorda, este ano, em Mato Grosso. Estimativas do setor apontam que a oferta de bezerros caiu e ocasionou o aumento do preço por cabeça.

De acordo com Primo Menegali, dono de uma propriedade em Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá, que investe em gado para ganho de peso na modalidade semiconfinamento, a oferta de animais mais magros também reflete na margem de lucro do criador.

“Além do preço ter aumentado do ano passado para este, o investimento para engordar o animal também é maior, o que diminui a rentabilidade”, explicou.

Segundo ele, um bezerro de 18 a 20 meses custa em média R$ 2 mil, enquanto que no ano passado, o valor era em torno de R$ 1,7 mil.

Para garantir que a engorda, os animais passam por dois processos. No primeiro, um lote com animais de seis a oito meses, permanecem no pastejo, depois passam para a alimentação em cocho, com ração. Quando atingem o peso ideal, são encaminhados para o abate.

Diante da pouca oferta de bezerros, os pecuaristas precisaram adotar novas estratégias. Nessa mesma propriedade, o gerente sempre deu preferência a animais de 15 a 22 meses, entretanto está recebendo bezerros mais novos, em razão da situação do mercado.

A intenção é confinar 12 mil cabeças em 2019. Um número 20% maior que no ano passado.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) a pouca oferta de bezerros nesta temporada é resultado do aumento de abate de fêmeas, nos últimos três anos.

“Em 2018 houve um recorde e animais abatidos, mais de 10% desse total foram de novilhas, ou seja, animais que iriam repor as matrizes, mas que também foram para o abate”, explicou o consultor Faber Monteiro.

Em outra propriedade que também fica em Barra d o Bugres, a baixa oferta de bezerros também modificou a rotina de desmame dos animais, este ano.

A procura pelo gado de reposição fez com que o proprietário vendesse 1,4 mil bezerros de forma antecipada, antes mesmo do desmame. E os preços foram melhores, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Na fazenda existem 2,5 mil matrizes, e o primeiro lote de bezerros devem ser desmamados até o final deste mês.

“Temos parceiros que já se adiantaram e compraram, inclusive, a produção que vai desmamar a partir do final de abril. Essa situação é diferente dos anos anteriores”, comentou Antônio Maércio de Jorge, proprietário da fazenda.

A propriedade, que investe no cruzamento industrial há 20 anos, está recebendo mais pelo bezerro este ano.

Segundo o proprietário, o kg do bezerro macho está sendo comercializado a R$ 6,90, enquanto que no ano passado, a média era de R$ 6,70/kg. Naquela época, os animais chegavam a pesar 289 kg, hoje, estão sendo vendidos com 9 kg a menos.

“O preço do quilo do bezerro em pé subiu cerca de 4,5%, em média, se comparado ao mesmo período de 2018. Cada animal foi vendido por R$ 1. 900 aproximadamente”, afirmou Antônio.

A vantagem tem sido o prazo para pagamento.

“Antes, fazíamos a venda antecipada para receber no decorrer das entregas. Este ano, estamos vendendo antecipado e recebendo em menos tempo”, concluiu ele.


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