Juara (MT), 16 de dezembro de 2017 - 10:24

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13/07/2017 15:26 Acesse Notícias

Conheça como os alunos especiais recebem educação nas escolas de Juara

O município de Juara conta com várias demandas em relação à educação especial, onde pessoas com deficiência auditiva e de visão enfrentam várias dificuldades na hora de receber a educação escolar.

Edilamar Burille, diretora do Centro de Formação e Atualização de Professor de Juara (Cefapro) explicou que o atendimento para as demandas desses estudantes é feito pelo Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies) que é um órgão vinculado a Seduc-MT.

Segundo relatou a diretora, o trabalho do Cefapro está na intermediação junto ao Casies quando é organizada uma visita para ser feita a formação de pessoal.

Há dois anos, um curso de Libras (língua de sinais) é oferecido em Juara para poder contribuir com a formação técnica de profissionais para atenderem as demandas da educação especial. Com a relação de quantidade de alunos que precisam desse tipo de atendimento, Edilamar explicou que é relativo pelo fato de cada escola ter uma demanda.

Com relação ao material didático oferecido aos alunos da educação especial, a diretora do Cefapro explicou que o Ministério da Educação (MEC) tem oferecido vários materiais para as salas de recursos que estão cadastradas no censo escolar que informa a quantidade de alunos através de um laudo que contribui para o MEC enviar os materiais necessários para essa educação.

Recentemente Sonilda Costa que é deficiente visual procurou a rádio Tucunaré e revelou que está aprendendo a leitura braile no Ceja José Dias com o professor Pedrinho, porém a escola não tem a máquina de escrever e o professor utiliza um papelão para ensina-la.

Em pesquisas feitas pela nossa equipe de reportagem, foi identificado que a máquina de escrever em Braile existe em uma escola municipal de Juara. Edilamar explicou que nesse caso, o que pode ser feito pela escola estadual é um “termo de cedência de uso” da máquina para outra escola. “Eu acho que poderia ser feito isso: pedir a cedência desse material e quando não utilizar, devolver para a unidade escolar”. Sugeriu a diretora.

Para trabalhar na área de educação especial, o profissional precisa fazer uma formação especifica no Casies, que é um órgão especializado em trabalhar com todas as deficiências que todos os alunos enfrentam.

A diretora do Cefapro de Juara informou que entre 5% a 10% da população sofre de algum grau de deficiência, seja ela intelectual, auditiva ou visual. Edilmar ressaltou que os órgãos enfrentam dificuldades para conseguir materiais e profissionais especializados na área.

Kelly Castão diretora do Ceja José Dias, explicou que a unidade de ensino sempre sofre dificuldades na hora de conseguir materiais de ensino pedagógico que atenda a necessidade formativa de cada aluno.

Em relação à máquina de escrever Braile que se encontra em uma escola da rede municipal, Kelly informou que ela não é em português, o alemão como idioma formal. “Por isso temos dificuldades em trabalhar com essa máquina”. Disse.

Materiais oferecidos

A diretora do Ceja José Dias justificou que busca sempre trabalhar em parceria para sanar as dificuldades enfrentadas pelos alunos. Ela explicou que a escola tem um convenio com numa organização não governamental que no inicio do ano envia materiais, calendários e livros específicos para a educação especial.

Kelly informou que no espaço da biblioteca no Ceja, existem vários referenciais, materiais braile, materiais para alunos de baixa visão com livros narrados em formato maior. “A gente nunca está contente o suficiente. Então sempre buscamos estar fazendo o melhor para atender os alunos.” Justificou.

 


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