Juara (MT), 10 de dezembro de 2018 - 21:26

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10/07/2018 10:23 Rádio Tucunaré/Acesse Notícias

Luciane Bezerra diz que vai recorrer e atribui sua cassação a uma "tramoia" política

A prefeita cassada de Juara, Luciane Bezerra, revelou a reportagem da Rádio Tucunaré e Site Acesse Notícias que vai recorrer à justiça para tentar anular a sessão extraordinária, onde os vereadores cassaram o seu mandato através de uma Comissão Processante (CP), no último sábado.

Para Luciane Bezerra, sua cassação foi um ato político e diz ter sido vítima de uma "tramoia" de seus desafetos ex deputado José Riva e membros da família do ex prefeito Edson Piovesan, para retirá-la do cargo.

A ex-prefeita ressaltou que não é preciso fazer força para perceber esse enredo, pois é público e notório, que durante todo o processo, desde o início seus desafetos fizeram presentes com seus aliados e familiares de forma assídua na Câmara desde o inicio da formação da Comissão Processante e sem arredarem do local até o final que culminou em sua cassação.

A gestora cassada afirmou que está enfrentado dois grandes grupos políticos. "Isso têm dificultado governar o município. A família Piovesan e Riva. Esses são os adversários e fortes financeiramente. Acredito que o município está perdendo muito com tudo isso. Lamento muito, mas não vamos abaixar a cabeça e provarei que não cometi esses crimes. Se for para ser penalizada que seja pela justiça. Todos esses processos já estão respondendo e se defendendo na justiça”.

Justiça Comum                                                                                                                                   


A família Piovesan e Riva. Esses são os adversários e fortes financeiramente." Luciane Bezerra

A ex prefeita declarou que vai recorrer. “Vamos recorrer com a esperança muito grande de reaver o cargo e de fazer justiça. Fui julgada politicamente e não diante de fatos reais. O que me deixou tranquila é que fiz a destituição dos meus advogados (durante a sessão extraordinária) por não concordar com algumas teses. A câmara e a comissão nomearam um advogado através de notificação na OAB. Ele pediu 1h para estudar o caso e fez uma defesa espetacular do processo apontando que era um absurdo a cassação sem provas com apenas indícios de irregularidades administrativas. Além disso, achou falhas do processo da comissão. Isso nos dá uma tranquilidade muito grande para recorrer”, disse.

Devolução de recursos

Luciane Bezerra também negou ter "determinado" a imediata devolução de recursos de convênios com o governo do Estado. “Assim que reassumi a prefeitura as empresas me procuraram dizendo que iriam solicitar aditivos dos contratos da recuperação da estrada de Paranorte, bem como, do recapeamento da travessia urbana, por exemplo. Nós estamos falando de R$ 10 milhões, específicos de emendas. Com isso, são R$ 2 milhões de aditivos e mais as contrapartidas. Para resguardar a prefeitura, notificamos as empresas das dificuldades e provocamos a secretária de Finanças de uma possível devolução. O objetivo era mostrar que a prefeitura está realmente em crise e enfraquecer as empresas em renegociar os aditivos. Caso contrário, eles paralisam obras querendo o limite total de 25% dos aditivos. Fizemos isso tudo para proteger a prefeitura e a oposição usou um documento isolado para fazer esse teatro de que estava pressionado os vereadores. Não foram devolvidos recursos das contas dos convênios, o que seria uma grande injustiça com o deputado Oscar Bezerra e com o governador Pedro Taques, que tanto se esforçaram para atender Juara”, disse.

Denúncias

As denúncias apresentadas pelos vereadores da Comissão Processante da Câmara foram: o não atendimento, no prazo estipulado, às solicitações dos vereadores da câmara de Juara e Ministério Público, realizadas através de ofícios ou requerimentos; Não observância da lei de dispensa indevida de licitação (posteriormente cancelada), envolvendo uma empresa de eventos e fotografias, a denúncia de dispensa de licitação para contratação de empresa para prestação de serviços de coleta resíduos sólidos urbanos e serviços de limpeza urbana em atendimento a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, da empresa Cosmotron, Construtora, Saneamento e Tecnologia LTDA (Cosmotron); denúncia de desvio de dinheiro público no valor de R$ 130 mil, pagos através da nota de empenho. Além de simulação e fraude na tomada de preços e no contrato envolvendo uma empresa na reforma da Escola Municipal Francisco Sampaio do Distrito da Paranorte.


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