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18/12/2017 14:01 Estadão Mundo

Com bilionário Sebastián Piñera, direita volta ao poder no Chile

SANTIAGO - O ex-presidente Sebastián Piñera volta ao poder do Chile após vencer no domingo, 17, o segundo turno das eleições presidenciais, em uma votação que muda o mapa político da América Latina. Piñera teve 54,5% dos votos, frente a 45% do governista Alejandro Guillier.

Assim como Brasil, Argentina e Peru, os chilenos deram um giro à direita. As eleições se converteram, na prática, em um plebiscito às reformas de Michele Bachelet, a última mulher que ainda governa a América Latina.

"No primeiro turno, conseguimos menos votos do que esperávamos e no segundo, mais votos do que acreditávamos", disse Piñera. O candidato de esquerda reconheceu que sofreu uma "derrota dura" e "mais profunda" que o esperado. O senador perdeu até mesmo em sua região, Antofagasta, no norte.

Euforia. Na Avenida Bernardo O'Higgings, uma das principais da capital chilena, milhares de apoiadores eufóricos celebravam a vitória de seu candidato. Bachelet ligou para o presidente para lhe parabenizar, em uma conversa televiosanada, e para combinar de ir tomar café da manhã em sua casa. O novo presidente, que assume em 11 de março, obteve 3,7 milhões de votos, 1,4 milhão a mais que no primeiro turno.

No total, mais de 7 milhões dos 14,3 milhões convocados votaram - 300 mil a mais que no primeiro turno.

Governar sem maioria. Sebastián Piñera, com fortuna estimada em US$ 2,7 bilhões, segundo a revista Forbes, terá de governar sem a maioria. Apesar do movimento "Chile Vamos" ter sido o mais votado nas eleições legislativas de novembro, nas quais obteve 72 deputados, não há maioria absoluta em um Parlamento fortemente fragmentado. Isso porque o movimento Frente Amplio, da esquerda radical, conseguiu 20 deputados e um senador.

Foram eleitos também 43 deputados da Nova Maioria, movimento que apoiou Guillier, e 14 deputados da Democracia Cristã, que é parte da coalizão governante.

Reformas. Guillier deixou claro que seguirá lutando pelas reformas implantadas pelo governo de Bachelet. A mais emblemática é a da gratuidade no ensino superior. Enquanto está em trâmite no Parlamento um projeto de lei para converter a gratuidade em direito inalienável, 260 mil alunos sem recursos estão nas universidades de maneira gratuita.

Piñera se comprometeu em manter os benefícios e condições para essa quantidade de pessoas, sem aumentar e ampliar o programa aos estudantes de formação profissional.

O presidente eleito propôs um programa de governo para 2018-2022 de US$ 14 bilhões de dólares, 5,5% do PIB. Suas principais propostas são levar o Chile em 2025 para o grupo de páises desenvolvidos, estabilizar a dívida pública, atualmente de 23,8%, criar 700 mil novos empregos, reduzir os impostos das empresas de 27% para 25% e reformar o sistema de aposentadoria.

Economia. Anos depois um desaquecimento, Piñera encontrará uma economia em pleno crescimento graças principalmente à recuperação do peso do cobre, do qual Chile é o principal produtor mundial. A melhora dos preços do metal nos últimos meses permite prever uma recuperação do crescimento. A Comissão Econômica para América Latina (Cepal) estima crescimento de 1,5% em 2017 e de 2,8% em 2018.

O lítio, a madeira, a agricultura e a pesca constituem os principais produtos da cesta exportadora chilena. Neste país de 17,5 milhões de habitantes, a taxa de pobreza ficou em 11,7% em 2016, três vezes menor do que em 1990, segundo o Banco Mundial.

As desigualdades continuam sendo muito fortes, alertou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2015. A qualidade da educação é desigual e o acesso aos melhores centros continua  reservado às famílias com mais recursos, segundo a entidade. / AFP, AP e REUTERS


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