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19/01/2018 17:29 Estadão

Milícia curda diz que Turquia disparou diversas bombas no noroeste da Síria

BEIRUTE - A milícia síria Unidades de Defesa do Povo Curdo (YPG) disse que forças turcas dispararam cerca de 70 bombas em vilas curdas na região de Afrin, noroeste da Síria, em um bombardeio que começou por volta da meia-noite e continuou na manhã desta sexta-feira, 19.

Rojhat Roj, porta-voz das YPG em Afrin, afirmou que este é o maior bombardeio turco desde que Ancara intensificou as ameaças para iniciar uma ação militar contra a região curda. Ele explicou que a milícia responderia com a mais extrema força a qualquer ataque na cidade.

O ministro de Defesa da Turquia disse que seu país não recuará da decisão de atacar o enclave controlado pelos curdos no noroeste da Síria. Ele acrescentou que a ofensiva começou “de fato” com os bombardeios esporádicos do Exército turco à área contra supostos alvos da YPG.

Nurettin Canikli disse à emissora turca A Haber em uma entrevista que os soldados curdos da Síria em Afrin e outros territórios controlados pelos curdos apresentam uma ameaça “real” e crescente à Turquia.

“A organização terrorista será varrida”, afirmou Canikli, em referência às YPG. Para Ancara, a milícia é uma extensão do grupo rebelde curdo banido que luta no território curdo.

A Turquia quer acabar com a ameaça das YPG e impedir o estabelecimento de um corredor curdo ao longo de sua fronteira. Diversas tropas e tanques já têm sido vistos nas últimas semanas no local. Ainda assim, os EUA têm se aproximado das YPG em razão do combate ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Canikli disse que a Turquia estava determinada a conduzir uma ofensiva em Afrin, e não recuará de sua decisão. Ele não havia detalhado quando a operação seria realizada, mas as autoridades estariam trabalhando para estabelecer o melhor momento para o ataque. Elas também trabalhavam para minimizar possíveis perdas do Exército turco, segundo Canikli, sem fornecer mais detalhes.

O ministro disse que Ancara forneceu informações sobre as capacidades militares das YPG, acrescentando que o país desenvolveu armas sofisticadas desde sua última incursão à Síria em 2016.

Na quinta-feira, a Síria já havia anunciado que sua defesa aérea derrubaria qualquer jato turco que conduzisse ataques no país. O vice-ministro sírio das Relações Exteriores disse que a incursão militar em Afrin seria considerada um “ato agressivo”. / REUTERS e AP


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