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15/02/2018 16:11 G1 - Mundo

Cyril Ramaphosa é eleito o novo presidente da África do Sul

Ramaphosa foi o único nomeado pelo congresso para ocupar o cargo, depois que os dois partidos da oposição anunciaram que não iriam participar do processo. Os opositores solicitaram sem sucesso a dissolução da Assembleia Nacional e eleições antecipadas. No entanto, Ramaphosa foi eleito sem oposição como o sucessor permanente de Jacob Zuma e declarado devidamente eleito pelo chefe da Justiça sul-africana Mogoeng Mogoeng. Pouco tempo depois, ele fez o juramento ao cargo.

Ramaphosa era vice-presidente até a renúncia de Zuma, anunciada na quarta-feira (14). Líder sindical e advogado, Ramaphosa é também líder do partido Congresso Nacional Africano (ANC, na singla em inglês) desde dezembro do ano passado, ao derrotar a ex-esposa de Zuma, Nkosazana Dlamini-Zumae.

Ramaphosa foi o principal impulsor das manobras para buscar a renúncia do ex-mandatário. Ele é o quinto presidente desde o fim do regime do apartheid, em 1994. Segundo as agências de notícias, ele deve proferir seu primeiro discurso como presidente na sexta-feira (16).

Em uma breve declaração após ser eleito, Ramaphosa promteu trabalhar duro para "não decepcionar o povo da África do Sul".

O partido opositor Aliança Democrática disse que irá cooperar com Ramaphosa, desde que ele atue em prol dos interesses do povo sul-africano. "Encontro você em 2019, nas urnas", disse o líder do partido Mmusi Maimane.

Já os membros do Partido Lutadores da Liberdade Econômica se retiraram do parlamento antes da votação, e criticaram o ANC pelo que chamaram de eleição "ilegítima". Julius Malema, líder do partido, também afirmou que o partido que atualmente ocupa a presidência violou a Constituição por não responsabilizar Zuma por supostas práticas corruptas.

Renúncia de Zuma

Zuma reununciou na quarta em um pronunciamento na TV estatal, acatando o ultimato de seu próprio partido, o ANC.

Em um discurso de despedida à nação que durou 30 minutos, Zuma, de 75 anos, afirmou que não concordou com a forma como o ANC o forçou a renunciar depois da eleição de Ramaphosa como presidente do partido em dezembro.

Mas afirmou que tem que "aceitar que se meu partido e meus compatriotas desejam que eu saia, eles têm que exercer esse direito e fazer isso da maneira prescrita na Constituição". Também disse que não tinha medo de uma moção de censura ou de um processo de impeachment.

"Cheguei à decisão de renunciar como presidente da República com efeito imediato" afirmou. "Apesar de eu discordar da decisão da liderança da minha organização, sempre fui um membro disciplinado do ANC", afirmou.

Figura importante da luta anti-Apartheid nos anos 60, 70 e 80, Zuma ficou preso por 10 anos e ficou mais 15 anos no exílio antes de dar voltar ao seu país para empreender carreira política. Foi vice-presidente do país entre 1999 e 2005. Assumiu como presidente em maio de 2009.

Ele é alvo de mais de 800 acusações por corrupção relativa a contratos de armas do final dos anos 1990 e é investigado por supostamente ter usado o Estado para favorecer empresários com concessões públicas milionárias.

Os diversos escândalos de corrupção em que está envolvido levaram o país a uma séria crise política.

A direção do ANC tem o poder de solicitar a saída de seus membros que estejam em função governamental, como aconteceu em 2008 no caso do presidente Thabo Mbeki, que cumpriu a decisão e renunciou.

Caso não renunciasse, Zuma poderia ser destituído por meio de uma moção no Parlamento nos próximos dias. Até então, Zuma se recusava a obedecer as ordens de seu partido.


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