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26/09/2018 05:23 G1 - Mundo

Papa confirma que nomeará os próximos bispos da China

Após diálogo com autoridades comunistas, Papa terá palavra final. China e Vaticano assinaram acordo de aproximação que abre o caminho à normalização das relações diplomáticas entre os dois Estados, rompidas desde 1951.

O papa Francisco confirmou que terá a última palavra sobre a nomeação dos próximos bispos da China, após um diálogo com as autoridades comunistas sobre os candidatos, explicou nesta terça-feira (25) à imprensa a bordo do avião que o leva dos Países Bálticos para Roma.

Trata-se da primeira declaração do papa sobre a histórica aproximação entre China e Vaticano, assinada em 22 de setembro e que abre o caminho à normalização das relações diplomáticas entre os dois Estados, rompidas desde 1951.

"Isso é apenas sobre as nomeações, é um diálogo sobre os eventuais candidatos. As coisas são feitas com o diálogo. Mas Roma fará nomeações. O papa é quem nomeia. Isso é claro", assinalou na tradicional entrevista coletiva com os jornalistas que o acompanham no avião papal.

As próximas nomeações constituem um passo fundamental para a unificação das duas igrejas católicas que convivem nesse país comunista: a oficial e a clandestina.

"E oremos pelos sofrimentos daqueles que não entendem ou que passaram tantos anos na clandestinidade", acrescentou o pontífice.

O acordo, cujo conteúdo não foi divulgado e que é "provisório", afundou na incerteza os milhões de católicos chineses fiéis à chamada "Igreja clandestina", que obedece ao papa de Roma, mais do que a Igreja "oficial" submetida ao regime, pelo qual o pontífice quis recordá-los.

"Penso na resistência, nos católicos que sofreram. É verdade, vão sofrer. É que em todo acordo há sofrimento", comentou, afirmando que em toda negociação ou acordo de paz "as partes perdem algo" para poder avançar.

O papa argentino também elogiou a equipe de especialistas do Vaticano que trabalhou para alcançar o degelo com a potência econômica, entre eles o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, "um devoto da lentidão", disse, e que conseguiu substancialmente que o papa seja reconhecido como chefe único.

A China, por sua vez, deixará de nomear bispos sem o mandato papal, como ocorria no passado, e será consultada sobre os candidatos.


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