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27/10/2018 05:00 G1 - Mundo

Economia dos EUA desacelera menos que o esperado e cresce a ritmo de 3,5% no 3º tri

Crescimento no 3º trimestre foi sustentado por um forte consumo e por gastos sólidos do governo, que compensaram a queda nas exportações de soja.

O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou no terceiro trimestre com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo a uma taxa anualizada de 3,5%, ante um avanço de 4,2% no segundo trimestre. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26), na primeira estimativa feita pelo Departamento de Comércio Americano.

Apesar da desaceleração, o resultado veio superior ao das previsões dos analistas e economia dos EUA se manteve forte o suficiente para continuar no caminho de atingir a meta do governo Donald Trump de 3% neste ano.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, a economia cresceu 3%, o melhor desempenho desde o segundo trimestre de 2015.

O crescimento no 3º trimestre foi sustentado por um forte consumo e por gastos sólidos do governo, que compensaram a queda nas exportações de soja.

Economistas consultados pela Reuters projetavam expansão do PIB a um ritmo de 3,3% no terceiro trimestre.

Os EUA utilizam uma metodologia diferente da feita pela maioria dos países para a divulgação do PIB. No Brasil, por exemplo, o IBGE divulga o crescimento trimestral em relação ao trimestre imediatamente anterior e em relação ao mesmo período do ano anterior, e não a taxa anualizada.

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o PIB do 3º trimestre dos EUA avançou 0,8%.

A expansão econômica, agora em seu nono ano, é a segunda mais longa já registrada, e tem sido sustentada por um corte tributário de 1,5 trilhão de dólares e aumentos dos gastos do governo.

No entanto, o governo também está envolvido em uma guerra comercial com a China, além de disputas comerciais com outros parceiros e a desaceleração do último trimestre refletiu principalmente o impacto das tarifas retaliatórias de Pequim sobre as exportações dos EUA, incluindo a soja, destaca a Reuters.

Os produtores anteciparam embarques para a China antes que as tarifas entrassem em vigor no início de julho, impulsionando o crescimento no segundo trimestre. Desde então, as exportações de soja caíram a cada mês, aumentando o déficit comercial. Houve também quedas nas exportações de petróleo e bens de capital não automotivos. A forte demanda doméstica, no entanto, absorveu importações de bens de consumo e veículos automotores.

 Déficit comercial e taxa de juros

O aumento do déficit comercial cortou 1,78 ponto percentual do crescimento do PIB no terceiro trimestre, maior nível desde os segundo trimestre de 1985 e reverteu a contribuição de 1,22 ponto no período entre abril e junho.

Parte da recuperação das importações refletiu a corrida das empresas para estocar antes que as tarifas de importação dos EUA, principalmente sobre produtos chineses, entrassem em vigor. As importações exercem um peso sobre o crescimento do PIB. Mas algumas das importações provavelmente acabaram em armazéns, aumentando o estoque, o que contribui para o PIB.

Um crescimento sólido no terceiro trimestre deve manter o Federal Reserve no curso de elevar os juros novamente em dezembro, apesar do recente aperto nas condições do mercado financeiro ter provocado vendas no mercado acionário e alta nos rendimentos dos Treasuries, destaca a Reuters.

O Fed elevou a taxa de juros em setembro pela terceira vez este ano e removeu a referência em seu comunicado à política monetária permanecer "expansionista" .


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