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02/11/2018 08:11 R7

EUA chamam Cuba, Venezuela e Nicarágua de "trio da tirania"

Assessor de segurança nacional falou em novas sanções a essa tríade que tem adotado políticas consideradas autoritárias pelos opositores.

Em 2002, o governo do presidente George W. Bush definiu Coreia do Norte, Irã e Iraque como o "Eixo do mal." Dezesseis anos depois, os Estados Unidos encontraram outro trio inimigo pela frente: "a Troika da tirania", formada por Cuba, Venezuela e Nicarágua.

Foi esta a denominação dada pelo assessor de segurança nacional, John Bolton, nesta quinta-feira (1), em Miami. Representando o governo americano, ele anunciou, com palavras duras, novas sanções a essa tríade que tem adotado políticas consideradas autoritárias pelos opositores.

"Em Cuba, Venezuela e Nicarágua, vemos os perigos de ideologias venenosas fora de controle e os perigos da dominação e repressão. Nesta tarde, estou aqui para transmitir uma mensagem clara do presidente dos Estados Unidos sobre nossa política em relação a esses três regimes. Sob esta administração, não vamos mais apaziguar os ditadores e déspotas perto de nossas costas neste hemisfério. A troika da tirania neste hemisfério - Cuba, Venezuela e Nicarágua - finalmente encontrou seu rival."

Entre as medidas, segundo informou o jornal El Nuevo Herald, em artigo de Nora Gámez Torres, está a permissão para que cubano-americanos que tiveram bens confiscados em Cuba possam entrar com processos em tribunais federais americanos.

O assesssor também falou em ampliar a lista de empresas cubanas sancionadas por suas ligações com os militares de Cuba. E também defendeu a exigência de que empresas americanas que fazem negócios na ilha contratem diretamente cubanos e não trabalhadores por meio de uma agência governamental cubana.

Pelas palavras de Bolton, os Estados Unidos estão dispostos inclusive a novamente contrapor os interesses russos na região. Recentemente, o governo de Vladimir Putin concedeu um empréstimo de US$ 50 milhões (R$ 184,8 milhões) para Cuba adquirir armas russas. Os EUA sabem que essa sanções interferem no comércio com a Rússia. Mas Bolton já se adiantou e fez uma espécie de briefing para o presidente Trump em seu próximo encontro com Putin.

"Espero que, da próxima vez que o presidente se encontrar com Putin, ele diga que esse tipo de interferência no hemisfério não é algo que apreciamos."

Venezuela e Nicarágua

Sobre a Venezuela, que passa por uma intensa crise econômica, e a Nicarágua, cujo governo do presidente Daniel Ortega tem reprimido manifestações, ele também foi enfático. Sob aplausos da plateia, presente na Freedom Tower, ele chamou os presidentes destes países de "tiranos", "palhaços", "tolos."

Mais especificamente em relação ao governo do venezuelano Nicolás Maduro, Bolton foi na mesma linha de Marshall Billingslea, secretário-assistente sobre financiamento ao terrorismo do Departamento do Tesouro, que, no último dia 31, destacou que a Venezuela é uma ameaça à segurança do continente.

Bolton disse, ao anunciar novas sanções ao governo venezuelano, que impedem cidadãos e as empresas dos EUA de se envolverem em transações "corruptas" com ouro venezuelano:

"O regime tem usado (estas transações) como uma fortaleza para financiar atividades ilegais para encher seus cofres e apoiar grupos criminosos."

Até o conceito humanitário do relaxamento das sanções foi descartado neste momento, justamente por, segundo Bolton, acabar prejudicando na prática a população destes países.

"Quando as pessoas dizem que o relaxamento das sanções aos governos ajudam as pessoas, infelizmente acabam ajudando os governos a permanecer no poder."


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