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02/01/2019 05:33 R7

Congo corta internet pelo segundo dia antes de resultado eleitoral

O governo da República Democrática do Congo cortou conexões de internet e serviços de mensagens de celulares em todo o país pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira, enquanto o país aguarda resultados das caóticas eleições presidenciais do último fim de semana.O governo da República Democrática do Congo cortou conexões de internet e serviços de mensagens de celulares em todo o país pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira, enquanto o país aguarda resultados das caóticas eleições presidenciais do último fim de semana.
Tanto a oposição quanto a coalizão governista disseram nesta segunda-feira que estão em vias de vencer após um turbulento dia de votação no domingo, ocasião em que muitos congoleses não puderam votar devido a um surto de Ebola, conflitos e problemas logísticos.
Barnabe Kikaya bin Karubi, assessora sênior do presidente Joseph Kabila, disse que serviços de internet e SMS foram cortados para preservar a ordem pública depois que "resultados fictícios" começaram a circular nas redes sociais.

Leia mais: República Democrática do Congo tem eleição carregada de tensões
"Isso poderia nos levar diretamente ao caos", disse Kikaya à Reuters, acrescentando que as conexões permanecerão cortadas até a publicação dos resultados completos em 6 de janeiro.
O sinal da Radio France Internationale (RFI), uma das fontes de notícias mais populares no Congo, também caiu, e o governo retirou o credenciamento do principal correspondente da RFI no país na segunda-feira por ter divulgado resultados não oficiais vindos da oposição.
veja tambémSoldados do Congo atiram no ar para dispersar manifestantesBebê de 6 dias é o mais jovem da história a vencer o vírus ebolaA perturbadora vida secreta de adoradores de Adolf Hitler e da Ku Klux KlanAs medidas refletem o cenário de alta tensão no Congo, onde a eleição, há muito tempo atrasada, deveria em tese escolher um sucessor para Kabila, que deve deixar o poder no próximo mês após 18 anos - dois após o fim oficial de seu mandato.
O Congo nunca viu uma transferência democrática de poder, e qualquer resultado controverso poderia levar a uma repetição do cenário de violência que se seguiu às eleições de 2006 e 2011 e a curto circuito ainda maior na segurança das voláteis províncias orientais do país.
A oposição afirma que a eleição foi marcada por fraudes e acusou Kabila de tentar se manter no poder por meio do seu candidato a sucessor, o ex-ministro do Interior Emmanuel Ramazani Shadary.
Relatórios internos da ONU, vistos pela Reuters, registraram as alegações de irregularidades em todo o país. Em algumas partes da província de Kivu do Norte, no leste do Congo, por exemplo, combatentes da milícia teriam forçado eleitores a selecionar candidatos da coalizão governista.
Em outros lugares, as Nações Unidas receberam relatos de que forças de segurança teriam intimidado eleitores a escolher candidatos da coalizão governista.
O governo e a comissão eleitoral nacional (CENI) disseram que a eleição foi justa e que quaisquer problemas foram pequenos.
Medos de violência
Na cidade de Goma, no leste do país, os moradores mostraram nervosismo com a espera pelos resultados.
"Se os resultados durante apuração presidencial não refletirem a verdade... vai haver conflito pela cidade", disse Fabrice Shweka, morador de Goma.
Os primeiros resultados parciais eram inicialmente esperados para esta terça-feira, mas o porta-voz do CENI, Jean-Pierre Kalamba, disse que eles não estariam prontos até a sexta-feira.
"Não queremos divulgar muitas tendências de votação (antes de 6 de janeiro) porque no nosso país não temos uma população com o mesmo entendimento (de prática eleitoral) como na Europa", disse ele à Reuters.
Em um comunicado divulgado na noite de segunda-feira, as embaixadas do Congo na União Européia, nos Estados Unidos e em vários outros países pediram calma e solicitaram ao governo que restabeleça o acesso à Internet.

De ditadura em ditadura, a República Democrática do Congo, que entre 1971 e 1997 era chamada de Zaire,  passa, para muitos especialistas, pela pior guerra do mundo. Uma guerra civil que se alastra por mais de 20 anos, mas sem tanta divulgação na mídia. A menina Mave Grace, de 11 anos, teve o braço decepado durante invasão de milicianos à aldeia em que vivia


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