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Juara (MT), 22 de fevereiro de 2019 - 02:04

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Mundo

04/02/2019 06:51 R7

Premiê do Reino Unido está decidida a concretizar o Brexit sem atrasos

A primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, informou no sábado (2) que está "decidida" sobre a saída do Reino Unido da UE (União Europeia) em 29 de março e não pedirá a Bruxelas uma extensão do prazo.

May deseja renegociar o acordo do Brexit com os líderes do continente nos próximos dias, com a finalidade de modificar o polêmico mecanismo de salvaguarda para evitar uma fronteira física na Irlanda do Norte, embora a UE tenha descartado, por enquanto, modificar o pacto selado em novembro.

"Quando retornar a Bruxelas para batalhar pela Grã-Bretanha e a Irlanda do Norte farei armada com um novo mandato, novas ideias e uma renovada determinação para acordar uma solução pragmática", afirmou a primeira-ministra em artigo publicado no jornal "The Sunday Telegraph".

O Parlamento britânico aprovou na semana passada uma emenda que pede ao Governo que negocie "regras alternativas" à cláusula de salvaguarda norte-irlandesa.

Mesmo assim, May sustenta que substituir a salvaguarda por uma solução diferente é "uma opção".

O presidente do grupo parlamentar conservador, Graham Brady, que propôs essa emenda na Câmara dos Comuns, "estaria consoante além disso se a salvaguarda tivesse uma limitação temporária ou um mecanismo de saída unilateral".

O vice-primeiro-ministro irlandês, Simon Coveney, insistiu que a UE não renegociará o tratado de saída e não aceitará nenhum acordo que não incorpore uma cláusula de segurança para a Irlanda do Norte.

"A salvaguarda é necessária para todos nós. Não se trata de comércio ou de economia, mas de pessoas e de paz", escreveu Coveney no "The Sunday Times".

O mecanismo de salvaguarda assegura que não haverá uma fronteira entre as duas Irlandas enquanto Londres e Bruxelas não alcançarem um novo acordo de comércio bilateral, o que ainda pode demorar anos.

A ausência de controles entre a República da Irlanda e a região britânica da Irlanda do Norte é uma das condições que especifica o tratado que levou a paz à região em 1998.

Os conservadores mais eurocéticos, no entanto, criticam que esses planos deixarão o Reino Unido integrado nas estruturas da UE até que seja firmado um novo tratado comercial, o que dificultará que o país firme novos pactos comerciais com terceiros países.

Essa rejeição levou a uma grande maioria do Parlamento britânico a rejeitar em 15 de janeiro o acordo do Brexit.

Diante da possibilidade de o Reino Unido romper com a UE de forma não negociada em 29 de março, o "The Sunday Times" revelou neste domingo que o Governo recuperou um antigo plano projetado durante a Guerra Fria para "evacuar" a rainha Elizabeth II de Londres se ocorrerem grandes distúrbios.

"Os planos, desenhados originalmente para serem realizados em caso de um ataque nuclear da União Soviética, contemplam tirar a rainha e o Duque de Edimburgo de Londres e levá-los a uma localização secreta", indica o jornal.

A residência oficial da soberana britânica está fixada no Palácio de Buckingham, no centro de Londres, mas ela e o seu marido passam os finais de semana no Castelo de Windsor, a cerca de 30 quilômetros da capital, e longas temporadas no Castelo de Balmoral, na Escócia.


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