Juara (MT), 25 de março de 2019 - 11:54

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14/03/2019 07:26 G1 - Mundo

Senado dos EUA aprova fim de participação militar no Iêmen; Trump sinaliza que vai vetar

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) o fim do apoio do governo de Donald Trump às operações militares lideradas pela Arábia Saudita no Iêmen. Por 54 votos contra 46, o texto foi aprovado pelos senadores – cuja maioria é do Partido Republicano, o mesmo do presidente.

A iniciativa será enviada agora à Câmara de Representantes, de maioria democrata, que já aprovou uma iniciativa similar no início do ano. A Casa Branca, porém, já informou que Trump vetará a medida.

O texto determina que o governo retire, no prazo de 30 dias, as Forças Armadas norte-americanas das hostilidades no Iêmen que não afetem diretamente os EUA. A exceção vale apenas para operações contra o grupo jihadista Al-Qaeda.

Manifestantes invadiram embaixada dos EUA no Iêmen em 2016 — Foto: Mohamed al-Sayaghi/ReutersManifestantes invadiram embaixada dos EUA no Iêmen em 2016 — Foto: Mohamed al-Sayaghi/Reuters

Manifestantes invadiram embaixada dos EUA no Iêmen em 2016 — Foto: Mohamed al-Sayaghi/Reuters

Apesar da possibilidade de veto presidencial, a aprovação final do texto representaria uma derrota para Trump, cujo partido possui 53 das 100 cadeiras do Senado.

"Hoje começamos o processo de aplicar nossos poderes constitucionais acabando com uma guerra que não foi autorizada pelo Congresso e é claramente inconstitucional", disse o senador Bernie Sanders, promotor da iniciativa.

Sanders assinalou que a votação histórica envia uma mensagem ao mundo de que os Estados Unidos não vão continuar apoiando a Arábia Saudita.

Guerra no Iêmen

Meninos observam estragos após bombardeio da Arábia Saudita no Iêmen — Foto: REUTERS/Khaled AbdullahMeninos observam estragos após bombardeio da Arábia Saudita no Iêmen — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah

Meninos observam estragos após bombardeio da Arábia Saudita no Iêmen — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah

Segundo a Organização Mundial de Saúde, ao menos 10 mil pessoas já morreram na guerra civil no Iêmen, entre forças leais ao governo e os rebeldes houthi

Arábia Saudita e seus aliados entraram na guerra para apoiar as forças do governo há quatro anos, mudando o rumo de um conflito que gera a pior crise humanitária do planeta. Quase 85 mil crianças no Iêmen morreram desde 2015 de fome e doenças intensificadas pelos confrontos.
 

Em dezembro, representantes governistas e dos rebeldes houthis concordaram em um cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida – maior porta de entrada para o abastecimento no Iêmen. Porém, a violência no país continuou neste início de ano.


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