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Policia

18/05/2017 09:33 Acesse Notícias

Filho acusado de matar o pai em Juara foi condenado a 18 anos de prisão

No final de março de 2016, após uma discussão em uma fazenda do município de Juara, um filho agrediu o próprio pai com pontapés e socos no abdômen da vítima de nome José Ferreira de Assunção que não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O acusado de nome Celso Silva Assunção foi a júri popular na última sexta-feira (12) para ser julgado por ter agredido e tirado a vida do próprio pai. A promotora de justiça, Roberta Seregatti, informou que o conselho de sentença acolheu as argumentações do ministério público e o réu foi condenado por homicídio sendo a pena fixada em 18 anos e 8 meses.

A promotora de justiça relatou que o Ministério Público antes do júri, arrolou o médico que realizou a cirurgia da vítima em Juara como testemunha do fato. Segundo Roberta, conforme as informações contidas no prontuário médico e as declarações do profissional constatou-se que após os diversos golpes que a vítima recebeu na região do abdômen, foi causada uma lesão no duodeno (parte inicial do intestino delgado), onde foi formado um buraco na região.

Por conta da deformação formada na parte inicial do intestino delgado, os alimentos que a vítima ingeria partiam para a cavidade abdominal o que ocasionou um choque séptico, em seguida José Ferreira faleceu após quinze dias de ser agredido.

A promotora ainda comentou que a defesa do réu Celso Silva Assunção tentou indicar que o acusado teria que ser condenado pela lesão corporal seguida de morte. “O ministério público não acolheu essa tese da defesa porque entendeu que a partir do momento em que o filho agrediu o pai e não o socorreu, ele assumiu o risco de produzir o resultado [a morte], então como o réu poderia ter socorrido o pai e não o fez ele deve ser condenado pelo homicídio de dolo eventual”. Justificou a promotora de justiça.

Motivação para o crime

A promotora Roberta Seregatti falou para a equipe de reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Noticias que como somente o réu Celso foi ouvido por conta de que no cenário do crime estava apenas o pai e o filho, o então acusado Celso alegou que seu pai era alcoólatra e ele não queria que seu pai bebesse.

Em seguida o acusado se defendeu dizendo que no calor da discussão agrediu o pai.

Como a pena foi de mais de 18 anos, o réu Celso Ferreira Assunção foi condenado a ficar inicialmente em regime fechado.

 

 


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