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04/04/2018 20:33 Acesse Notícias

Polícia Militar e prefeitura de Juara realizam abordagem social para triagem de andarilhos na Praça dos Colonizadores

Uma ação em conjunto entre a polícia militar, secretarias municipais de saúde e assistência social e, o setor de fiscalização do município de Juara resultou numa abordagem social para ser feita a triagem com os moradores de rua que se abrigam na Praça dos Colonizadores, região central da cidade.

Pela manhã dessa quarta-feira, 4, as entidades se reuniram no prédio onde funcionava uma base da polícia militar na praça central e lá, serviram um café da manhã e conversaram com os andarilhos. A reportagem da rádio Tucunaré e site Acesse Notícias estiveram presentes durante a abordagem. 

          Momento em que é feita a triagem. 

A abordagem social foi feita por representantes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS que fizeram um diagnostico para saber se as pessoas vão querer voltar para o local onde vieram ou se vão querer continuar morando na cidade. “Nós vamos estar encaminhando para a AMOR (Associação de Moradores de Rua) e dar um prazo para eles estarem ingressando na vida do trabalho novamente”, informou a secretária municipal de assistência social e diversidade cultural, Andrea Bezerra.

Ao andar pela praça é possível se deparar com os pedintes abordando as pessoas e em alguns momentos chegam até a intimida-las pedindo dinheiro. A secretária de assistência social reconhece que essa situação fica ruim para a população, uma vez que o local é um lugar frequentado por famílias que levam as crianças no final de semana e outras fazem caminhada e participam da ginástica nos fins de tarde.

A polícia militar estará ajudando na identificação das pessoas. “Por isso que pedimos o apoio da polícia, pra gente estar vendo realmente se pode estar encaminhando para a AMOR ou se vai ter que encaminhar para outro local”, disse a secretária.

“Várias denúncias chegaram no setor de fiscalização (do município). Na tarde de ontem (03) estive em contato com a polícia militar e o comandante, onde solicitei que a guarnição desse o suporte e fizessem uma triagem”, revelou Mauro Sergio, coordenador de fiscalização do município.


A polícia militar auxiliou na identificação dos andarilhos 

Ele observou que os moradores de rua vão até a praça e ficam bebendo o dia todo, fazendo refeições e no período noturno foram registradas até práticas de sexo em praça pública. “A praça central, o cartão postal da nossa cidade tem que estar de forma agradável para que as pessoas possam estar vindo para um momento de lazer sem esse constrangimento de estar vendo essa situação”, frisou.

A proposta que foi sugerida é que aqueles que não residem em Juara vão ser encaminhados para a AMOR onde receberão todo o suporte necessário. De acordo com o coordenador de fiscalização, os que residem no município não poderão ficar em praça pública e uma fiscalização reforçada acontecerá constantemente para que eles não permaneçam. “Muitos não querem sair do local, mas a gente vai tentar, até mesmo forçar pra que isso aconteça e eles possam permanecer em suas residências ou até mesmo na AMOR.”, assegurou.

Nadir Carvalho, presidente da Associação dos Moradores de Rua afirmou que a entidade está disposta em ajudar no que for necessário. Ela avisou que o local conta com vagas para trinta e duas pessoas, porém precisa de colchões e outros utensílios. Desses que moram na rua, dois já passaram pela associação e possuem famílias em Juara.

“É uma situação um tanto difícil, porque a liberdade que eles têm na rua, essa liberdade é que estraga. Lá na AMOR tem regulamento a ser obedecido e mantido pela diretoria e na rua eles ficam a vontade. Na família, as vezes começam a corrigir, pegar no pé para parar de beber. Pra essa liberdade que eles procuram, eles só encontram na rua”, lamentou a presidente.

Na AMOR, os abrigados recebem todo suporte para serem ressocializados e a permanência deles não é obrigatória. Nadir Carvalho ainda lamenta que existam poucas pessoas que ajudam a associação e é preciso urgentemente fazer a contratação de novas pessoas. Segundo ela, os voluntários em ajudar, são aquelas que devem cumprir alguma transação penal, mas o tempo que ficam é curto e as dificuldades retornam.

“Não sou obrigados a ficar, tanto que nem muro nós temos lá. É aberto, é livre. Se a pessoa deseja mudar de vida, estamos lá para ajuda-los, mas se não quiser, é respeitado, é um direito de cada um. O primeiro passo é ter vontade de mudar de vida, segundo é ser acolhido e ser acompanhado”, declarou Nadir Carvalho.


Um café da manhã foi servio aos moradores de rua que participarão da reunião.

O tenente Anderson da polícia militar certificou que o problema social se tornou um problema de polícia e que a partir de agora é necessário realizar um tratamento com os moradores de rua e trazer os familiares para ajudar nesse processo de superação do vício.

Com relação a possuir antecedentes criminais, o tenente disse que foi feita uma checagem no sistema da polícia e foi percebido que algumas pessoas não possuem documentos pessoais porque perderam devido à vida que levam dormindo ao relento. Os que foram constatados que possuem passagens, já pagaram suas condenações. 

Durante a revista pessoal nos moradores de rua foram encontrados alguns utensílios domésticos como faca, garfos e colheres que eram utilizados para o uso ‘doméstico’ em seus afazeres.

“O camarada tem que querer (mudar) também. Alguns têm residência, tem família, porém eles abandonam o lar deles, o aconchego, o calor do lar para ficar ao relento na chuva por causa do vício do álcool”, lastimou o militar.

Após ser feita a abordagem social, uma equipe da secretaria municipal de saúde estará realizando testes rápidos para dar andamento no processo e os andarilhos devem passar por terapias e outros atendimentos feitos pelo poder público municipal que com a ação, busca solucionar esse problema que há anos prejudica o município.


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