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Policia

02/10/2018 08:20 Midia News

Criminoso que dopava e roubava idosos é preso; três morreram

Ele fez mais de 25 vítimas no País; 6 casos ocorreram em MT e dois idosos morreram na Capital

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu o maníaco Francisco Djalma Francioni, de 67 anos, que abordava idosos na porta de hospitais e rodoviárias em várias cidades do Brasil e oferecer um medicamento "milagroso", que supostamente curaria diversas doenças, com o intuito de dopar e roubar as vítimas.A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu o maníaco Francisco Djalma Francioni, de 67 anos, que abordava idosos na porta de hospitais e rodoviárias em várias cidades do Brasil e oferecer um medicamento "milagroso", que supostamente curaria diversas doenças, com o intuito de dopar e roubar as vítimas.
 
O "remédio" dado pelo homem seria, na verdade, uma dose de uma droga conhecida como "boa noite, Cinderela".
 
No entanto, testes ainda são feitos pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Após ingerirem a substância, as vítimas desmaiavam e tinham todos os pertences levados pelos suspeito, como documentos pessoais, dinheiro, aparelho celular e cartões de bancos. 
 
Francisco já era investigado há mais de um ano pela polícia por aplicar o que se tornou conhecido como "golpe da garrafada" e foi preso no dia 19 de setembro, em Goiás, por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf).
 
Ele foi recambiado para Cuiabá no dia 22 de setembro. Ele confessou todos os crimes e disse que se aproveitava da fragilidade das vítimas.
 
Conforme a polícia, mais de 25 idosos foram vítimas de Francisco e todos ficaram internadas em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) depois que tomaram o suposto remédio. Em Mato Grosso, ele teria feito seis vítimas. Do total de idosos que ingeriram a substância, três faleceram: dois em Cuiabá (MT) e um em Anápolis (GO).
 
Os golpes eram aplicados em diversas cidades das regiões Centro Oeste, Sul e Sudeste do Brasil e Francisco se apresentaria aos idosos como tenente militar aposentado para ganhar a confiança das vítimas, segundo o delegado Eduardo Rizzoto de Carvalho, que investigou os crimes.
Em seguida, colocava uma substância em um copo e entregava para a vítima beber, dizendo que ela já se sentiria melhor rapidamente. Após ingerir a substância, as vítimas desmaiavam. Ele subtraia todo o patrimônio delas 
Após questionar que enfermidade o idoso tinha, ele oferecia o "medicamento", alegando ser muito bom para curar a doença da vítima.
 
"Em seguida, colocava uma substância em um copo e entregava para a vítima beber, dizendo que ela já se sentiria melhor rapidamente. Após ingerir a substância, as vítimas desmaiavam. Ele subtraia todo o patrimônio delas, como celular, carteira, cartões de banco etc", explicou.
 
Conforme o delegado, as vítimas tiveram seus nomes usados para prática de estelionatos diversos, saques em contas bancárias e empréstimos. De acordo com Rizzotto, por estarem sem documentos, em alguns casos, as vítimas deram entrada em hospitais como se fossem "andarilhos" ou "moradores de rua".
 
A escolha também por vítimas idosas, no caso de falecimento, tinha a intenção de dar aparência de morte natural, como ocorreu em uma das vítimas de Cuiabá, Vanderlei Marcos Missau, que não chegou a ser encaminhada ao Instituto de Medicinal Legal (IML). Na certidão de óbito, consta como “causa mortis” apenas falência múltipla dos órgãos/falência vascular cerebral.
 
Investigação
 
A prisão do criminoso ocorreu na cidade de Alvorada do Norte (GO), quando o suspeito foi visitar sua namorada. Segundo a polícia, ele vai responder por roubos combinados com dois homicídios qualificados e três tentativas de homicídio pelos crimes cometidos em Cuiabá.
 
O suspeito também praticou o mesmo crime em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá), segundo a polícia.
 
Todos os crimes em Mato Grosso ocorreram no ano de 2017. Até o momento foram identificadas uma vítima em Rondonópolis e cinco vítimas em Cuiabá, sendo que duas delas morreram - Odílio Rodrigues dos Santos, de 63 anos,  que morreu em 18 de abril do ano passado, e Vanderlei Marcos Missau, de 69 anos, falecido em 8 de novembro do ano passado - além de uma vítima fatal em Anápolis (GO) e outras vítimas que sobreviveram em municípios do interior de São Paulo, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
 
O ponto de partida da descoberta da identidade do suspeito, classificado até então por "Maníaco da Garrafada" - por oferecer composto de ervas com fins medicinais feito por índios - ocorreu depois da identificação do aparelho de celular de um  idoso do município de Rondonópolis, que foi vítima em 26 de junho de 2017.
Ele escolhia suas vítimas, na maioria pessoas idosas e moradoras da zona rural, o que dificultava suas oitivas, sobretudo, por ficarem inconsciente e por muito tempo internadas em estado grave em UTIs 
Em seguida, uma denúncia no Centro de Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), via 197, sobre roubos mediante ingestão de uma droga pelas vítimas, cometidos por um homem com as mesmas características, reforçou o trabalho dos investigadores. 
 
A partir daí, os policiais descobriram o paradeiro do criminoso identificando sua localização na cidade de Alvorada do Norte (GO), local onde recebeu voz de prisão de uma equipe da Derf Cuiabá, em cumprimento de mandado de prisão requisitado no inquérito policial presidido pelo delegado Eduardo Rizzotto.
 
Prisão
 
Ao ser preso, o suspeito se apresentou como José Augusto Fernandes. No entanto, os policiais apuraram que seu nome verdadeiro é Francisco Djalma Francioni, de 67 anos, natural do Distrito de Treze de Maio, município de Tubarão, em Santa Catarina.
 
Conforme a polícia, Francisco possui vasta ficha criminal, com seis indiciamentos no Rio Grande do Sul, 14 no Paraná, 6 em Santa Catarina e 1 em Goiás, além dos roubos, homicídios e tentativa de homicídios que passará a responder em Cuiabá e Rondonópolis, referente a seis vítimas.  
 
Os indiciamentos referem-se a crimes de roubos desde o início da década de 70.
 
Ao ser interrogado, Francisco contou que viveu vida inteira cometendo crimes, a maioria foi roubos contra bancos. Já ficou mais de 20 anos preso.
 
Também relatou aos policiais que há algum tempo vinha cometendo os crimes por meio de violência imprópria, se valendo da questão da vítima ser idosa para ganhar sua confiança.  
 
Integração
 
Contatos com policiais de unidades de outros estados corroboraram no rol de informações que justificavam a necessidade de cessar a ação criminosa do suspeito, que vinha agindo em diversas localidades do País.
 
Em Mato Grosso, as investigações estavam mais avançadas, próximas a identificação do maníaco, que utilizava vários nomes falsos e não ficava mais que dois dias em uma única cidade.
 
O suspeito era procurado pelas polícias civis de outros estados e tinha mandados de prisão abertos no Paraná e em Goiás.
 
"[Ele estava] sempre viajando para dificultar que a polícia o capturasse. Ele escolhia suas vítimas, na maioria pessoas idosas e moradoras da zona rural, o que dificultava suas oitivas, sobretudo, por ficarem inconsciente e por muito tempo internadas em estado grave em UTIs", afirmou Rizzotto.


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