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08/03/2019 07:57 Midia News

Pistolagem: Polícia Civil prende 5 suspeitos por assassinato de empresário

A Polícia Civil cumpriu na manhã desta quinta-feira (07) cinco mandados de prisão temporária e buscas e apreensões domiciliares na apuração do inquérito policial do homicídio do empresário Wagner Florêncio Pimentel, 47 anos, assassinado a tiros no dia 9 de fevereiro deste ano.A Polícia Civil cumpriu na manhã desta quinta-feira (07) cinco mandados de prisão temporária e buscas e apreensões domiciliares na apuração do inquérito policial do homicídio do empresário Wagner Florêncio Pimentel, 47 anos, assassinado a tiros no dia 9 de fevereiro deste ano.
 
Os mandados são cumpridos na operação denominada Retentium Mortale. 
 
A Polícia Civil conseguiu identificar um grupo suspeito de ter participado da morte, mas ainda não chegou à motivação do crime.
 
Estão sendo cumpridos mandados contra Wellington Lemos Guedes Castro e Rosiele Fátima da Silva, que, segundo a Polícia Civil, teriam monitorado os passos da vítima no dia do crime. Também é alvo um homem acusado de pilotar a motocicleta usada no dia do crime. Este homem foi ouvido e liberado pela Polícia.
 
Ainda são acusados Adão Joasir Fontoura, suposto executor, e Dayane Pereira Fontoura, que teria sido vista em um veículo passando ao lado do carro da vítima já morta.
 
Os presos serão interrogados nesta manhã pela delegada que preside a investigação, Jannira Laranjeira Siqueira Campos Moura. 
 
Os mandados foram cumpridos contra suspeitos da execução do empresário, que teve o corpo encontrado no interior do seu veículo, na Avenida Brasília, Bairro Jardim das Américas, em Cuiabá.
 
Segundo a Polícia, Adão Joasir Fontoura foi preso em sua casa, no Bairro Santa Laura, em Cuiabá, com um revólver calibre 22. Ele está sendo autuado também em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
 
Wagner Florêncio Pimentel era sócio do empreendimento Taberna Choperia, localizado nas dependências do Shopping 3 Américas. No dia dos fatos ele foi ao estabelecimento às 17h51 e lá permaneceu até as 22h37.
 
O empresário respondia a vários procedimentos criminais, entre eles um que tramitou na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) que resultou na Operação Crédito Podre, em dezembro de 2017. A operação investigou um esquema de sonegação fiscal no Estado que pode ter dado um prejuízo de R$ 140 milhões ao erário.
 
"Diante disso, passamos a investigar os fatos nos autos do inquérito a finalidade de descortinar as circunstâncias do crime, autoria, motivação e reunir os elementos de informações necessários para subsidiar os autos e consequentemente atribuir responsabilidades às pessoas envolvidas no evento criminoso, em que diversas diligências foram efetivadas", explicou a delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos Moura. A delegada agora vai tentar descobrir se o assassinato tem relação com os crimes dos quais Wagner era suspeito.
 
Conforme a delegada, a investigação iniciou com análises de imagens colhidas no local em que a vítima permaneceu dentro do shopping, sendo possível identificar que o empresário estava sendo monitorado o tempo todo.
 
Conforme a polícia, quem fazia a vigilância era o casal Wellington e Rosiele. Eles chegaram ao Shopping 3 Américas às 18h11 em um Ford Fiesta prata.
 
No horário próximo ao fechamento do shopping e consecutivamente do estabelecimento Taberna Choperia, os dois teriam observado que a vítima estava encerrando as atividades e se dirigiram ao estacionamento onde permaneceram até a saída.
 
Ainda conforme os policiais, eles simularam que o veículo teria apresentado “problemas mecânicos” e contaram com a ajuda de uma pessoa, que pilotava uma motocicleta marca Honda Fan prata. 
 
"Importante citar que todos permaneceram no shopping até o momento em que Wagner Florêncio Pimentel já se encaminhava para deixar o local", disse a delegada.
 
Segundo apurou a invstigação, o homem da moto saiu do shopping por volta das 22h35 aproximadamente - um minuto antes da vítima - seguindo pela Avenida Brasília sentido Estrada do Moinho.
 
Wellington e Rosiele aguardaram dentro do Fiesta, saindo do estacionamento por volta das 22h37, cerca de 1 minuto depois da vítima.
 
"O suspeito Wellington sempre conversava ao telefone, como se estivesse repassando informações da vítima", revela Jannira Laranjeira.
 
Supeito de ser o executor
 
Outras pessoas foram identificadas no transcorrer das investigações como possíveis participantes do crime, entre elas Adão Joasir Fontoura, suspeito de ter executado o homicídio.
 
No dia do crime, Adão Joasir chegou ao Shopping 3 Américas às 20h37 em um Fiat Uno branco, acompanhado de seu filho e da sua esposa Dayane Pereira Pimenta, em nome de quem está o veículo. Eles permaneceram no local até 21h34.  
 
Conforme a investigação nesse intervalo, outro participante do crime, ainda a ser identificado (cor morena, camiseta azul, bermuda de cor clara), em posse de uma motocicleta, sendo a mesma utilizada no homicídio, estacionou por volta das 21h30 em frente ao acesso do estacionamento do shopping. O local é o mesmo em que a vítima usou para sair do estabelecimento.
 
O motociclista suspeito permaneceu no local até a chegada de Adão Joasir Fontoura no Uno. Após algum tempo, o motociclista trocou de lugar com Adão Joasir, que passou a pilotar a motocicleta, utilizando de outra vestimenta. A camiseta branca que vestia foi trocada por uma de cor escura.
 
Após a inversão de lugares, ambos em momentos distintos, saem com os veículos pela Avenida Brasília sentido à Estrado do Moinho estacionando nas imediações do edifício American Diamond, onde aguardaram até o instante em que a vítima passou com o seu veículo pelo local, dando início a uma perseguição realizada pela motocicleta pilotada por Adão Joasir Fontoura, conforme acusação da delegada.
 
Já na Avenida Brasília, em frente a casa n° 1.030 do Jardim das Américas, aproveitando o momento em que a vítima teve que reduzir a velocidade do seu veículo, ao passar por uma lombada,  a motocicleta encostou ao lado do veículo da vítima e o ocupante deu os tiros que resultaram na morte de Wagner Florêncio Pimentel.
 
Pelas imagens colhidas, a Polícia concluiu que logo após o crime, outros envolvidos (Dayane e um homem não identificado) passam pelo local no Uno, em baixa velocidade ao lado do Sandero de Wagner, que já estava morto.
 
"Nesse momento é possível que estejam fazendo a verificação preliminar do resultado da ação criminosa", conclui a delegada.
 
Antecedentes
 
Adão Joasir Fontoura já foi preso por homicídio, tendo como vítima o médico César os Santos Brambila, em janeiro de 2002. Conforme a Polícia, ele tem antecedentes por outros crimes da mesma natureza (homicídio e lesão corporal).
 
Apoio
 
A investigação contou com a participação da Delegacia Fazendária representada, por meio da equipe do delegado Mário Moreno Vera, e a operação  comandada pela DHPP tem o auxílio da Defaz, Gerência de Operações Especiais (GOE) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPaer).


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