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Policia

05/06/2019 12:02 Midia News

Polícia investiga bolivianos que teriam enterrado feto em quintal

A Polícia Civil investiga bolivianos que teriam  enterrado um feto de aproximadamente 5 meses no quintal da casa deles, no Bairro Jardim Marília, em Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá).A Polícia Civil investiga bolivianos que teriam  enterrado um feto de aproximadamente 5 meses no quintal da casa deles, no Bairro Jardim Marília, em Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá).
 
Segundo a polícia, o feto foi localizado após uma profissional de saúde procurar a delegacia para relatar que acompanhava o pré-natal de uma adolescente boliviana, de 17 anos, que estava gestante de aproximadamente 19 semanas e não retornou mais ao posto para se consultar.
 
Diante da situação, a profissional de saúde foi até a casa da gestante, onde encontrou a menor já sem barriga, relatando que tinha perdido a criança após cair no banheiro e que o feto foi enterrado no quintal de casa.
 
Com base nas informações passadas, a equipe da Polícia Civil foi até a casa do grupo de bolivianos, onde a adolescente confirmou a versão e indicou o local em que o feto foi enterrado.
 
Com apoio da equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), os investigadores localizaram o corpo do bebê, de aproximadamente 20 centímetros, enrolado em roupas dentro de uma sacola plástica.
 
Mediante ao fato, foram conduzidos a delegacia a adolescente, o pai da criança, a mãe da menor e algumas testemunhas que foram ouvidas pelo delegado Carlos Augusto do Prado Bock.
 
Durante as oitivas, os envolvidos relataram que o aborto foi espontâneo. Segundo a menor, ela escorregou durante o banho e, a princípio, não sentiu dores. Porém, algumas horas mais tarde teve um sangramento muito forte e perdeu a criança.
 
De acordo com o apurado, nove pessoas moram na casa, todas bolivianas e nenhuma delas fala português. Os bolivianos não tem documentação brasileira e vieram para o Brasil em busca de trabalho.
 
“Eles alegam que não houve provocação do aborto, assim como não usavam métodos contraceptivos. Em relação ao sepultamento do feto, disseram que ficaram perdidos com a situação e por não conhecerem pessoas na cidade, serem estrangeiros, e sabendo que enfrentariam grandes burocracias para enterrar a criança, decidiram então enterrar o bebê no quintal da casa, fato que disseram ser comum na Bolívia”, disse Carlos Bock.
 
O corpo da criança foi encaminhado para Cuiabá para exame de necropsia.
 
As investigações seguem em sigilo para identificar se o aborto foi de fato espontâneo ou provocado - nesse último caso, caracterizando crime de aborto e contravenção de inumação de cadáver.


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