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25/05/2018 13:26 Porto Noticias

Paralisação em Porto dos Gaúchos esvazia. Produtores de Juara mantem bloqueio de rodovia nesta sexta-feira (25)

A paralisação iniciada por produtores e caminhoneiros de Porto dos Gaúchos por volta das 13hs de quinta-feira (24 de maio), não foi muito longe conforme havia sido cogitado no início.

A euforia que tomou conta no período da manhã, culminou com o bloqueio da rodovia MT-338 na tarde de quinta-feira na saída de Porto dos Gaúchos para Juara, que perdurou somente até por volta das 22hs do mesmo dia. O movimento foi esvaziando e na manhã desta sexta-feira dia 25, apenas 04 caminhões permaneciam parados na rodovia, porem ninguém estava presente.

Segundo informações, não houve ânimos para continuar o movimento nesta sexta-feira, até mesmo pelo fato de no trecho praticamente não estar trafegando veículos de carga, uma vez que os acessos principais já estão bloqueados na MT-338 em Itanhangá, BR-163 em Sinop e desde ontem também nas MTs 220/325, saída de Juara para a região noroeste.

Em Juara, o movimento começou forte na manhã quinta-feira e continua nesta sexta-feira dia 25.

Um dos líderes do movimento, o empresário e produtor rural Sebastião Piovesan, o “Tião Piovesan”, disse ao Porto Notícias que a paralisação em Juara está sendo mantida e que não irão abrir mão enquanto não for feito realmente um acordo que contemple de fato as reivindicações relacionadas a alta dos preços dos combustíveis.

Um dos principais líderes do movimento dos caminhoneiros no Brasil, conhecido como Gilson Baitaca, que é de MT, gravou áudio que roda nas redes sociais dizendo que o setor não cedeu após a reunião com o governo federal na tarde de ontem, contrariando o que anunciou o governo que após a reunião houve acordo e que a paralisação seria encerrada.

“Não houve acordo nenhum por que eu estava o tempo todo junto, o governo pegou assinatura de uma ou duas lideranças de entidades e soltou na imprensa nacional que houve um acordo, mas não houve. Só vamos ceder após votação no senado, senão não existe trégua e muito menos vamos parar a mobilização”, diz ele em trecho do  áudio que está sendo divulgado.

Relacionada: Paralisação em Porto dos Gaúchos começa com forte adesão de produtores rurais

Entenda

Os caminhoneiros estão passando dia e noite nos pontos de bloqueio. A comida e água que recebem, são de doações. Além disto, acrescentaram que só pretendem desmobilizar o movimento quando o problema for resolvido.

Na manhã da última quarta-feira (23), o presidente Michel Temer se reuniu com ministros para discutir a greve dos caminhoneiros, que acontece em todo o país. A conversa ocorre no dia seguinte ao anúncio da Petrobras de redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. Com esta decisão, o governo espera conseguir negociar com o movimento dos caminhoneiros, que se queixam do preço final do diesel.

Em razão da greve dos caminhoneiros que paralisaram o transporte e o consequente bloqueio nas bases de distribuição, o abastecimento nos postos está comprometido. Com a falta de produto em alguns estabelecimentos, os usuários passam a procurar outros. Além disto, o medo de que acabe o combustível também aumenta a demanda, o que pode esgotar todas as reservas dos postos.

A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã desta segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.


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