Juara (MT), 17 de dezembro de 2017 - 02:02

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Saúde

02/12/2017 11:20

Expectativa de vida do brasileiro chega a 75,8 anos, informa IBGE

RIO - A tábua da mortalidade do Brasil, divulgada nesta sexta-feira, 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que em 2016 os brasileiros ganharam em média mais 3 meses e 11 dias de vida em relação a 2015. O movimento seguiu a tendência que tem sido registrada na década, segundo a instituição.

A expectativa de vida da população paulista é de 78,1 anos, superando a do Rio, de 76,2 anos, e a nacional, de 75,8 anos.

Do ponto de vista da longevidade, o melhor lugar para viver no Brasil é Santa Catarina. Lá, em média, a população vive até os 79,2 anos, de acordo com a estatística relativa a 2016.

Em seguida, aparecem o Espírito Santo, Distrito Federal e São Paulo. Todos têm mais de 78 anos de expectativa de vida. Na outra ponta do ranking está o Maranhão, com 70,6 anos, seguido de Piauí, Rondônia, Roraima, Alagoas e Amazonas, todos abaixo de 72 anos.

O gerente de População e Indicadores Sociais do IBGE, Fernando Albuquerque, destacou que a diferença entre o tempo de vida de homens e mulheres permanece em queda. Só não vai convergir para o mesmo ponto, em algum momento, afirmou, porque, naturalmente, bebês do sexo feminino resistem mais ao primeiro ano de vida do que os do sexo masculino. Na média brasileira, homens vivem por 72,2 anos e as mulheres, por 79,4 anos.

Retrocesso

Um ano de crise foi suficiente para o Rio retroceder em avanços acumulados em uma década. Em dez anos, até 2016, o número de jovens fluminenses de 15 a 24 anos mortos pela violência parou de cair na mesma intensidade de anos anteriores, segundo o IBGE.

Com isso, o Rio perdeu para São Paulo o posto de Estado que mais avançava na batalha contra mortes não naturais da sua população jovem, principalmente em acidentes de trânsito e homicídios.

Em 2015, o Rio ocupou a primeira colocação entre os Estados que mais reduziram o número de mortes violentas, ao apresentar queda de 37,5% em uma década. Passado um ano, esse número caiu para 16,4%. Em São Paulo, no mesmo prazo, o índice passou de 33,1% para 36,5%.

“Além do tráfico de drogas, que leva ao assassinato de muitos adolescentes, as estatísticas captam os efeitos das mortes provocadas pelas péssimas condições das estradas e também pela falta de fiscalização no trânsito. São crescentes os casos de acidentes com moto nas Regiões Norte e Nordeste do País”, disse Albuquerque.


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