Juara (MT), 16 de agosto de 2018 - 23:50

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Saúde

23/01/2018 16:00 Acesse Notícias com informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT)

PAM adere a Campanha Janeiro roxo visando combater a hanseníase em Juara

Sempre celebrado no último domingo de janeiro, o Janeiro Roxo reforça o compromisso de controlar a hanseníase, promover o diagnóstico e o tratamento correto, além de difundir informações e desfazer preconceitos que tanto prejudicam o diagnóstico preventivo da doença.

Almir Rogério, enfermeiro do PAM, disse que durante o mês de janeiro está sendo desenvolvida a campanha de combate à hanseníase em Juara. Ele reforça que não é somente no primeiro mês do ano que a doença deve ser tratada e a população precisa sempre estar em alerta para alguns fatores como o fato de Mato Grosso registrar vários casos de hanseníase.

Segundo informou o enfermeiro em entrevista para a rádio Tucunaré e site Acesse Notícias, Juara está entre os municípios endêmicos. "Se você tem manchas pelo corpo, essa mancha não é de nascença, procure uma unidade de saúde para ser avaliado", solicita. O pedido também se estende para aqueles que possuem registro da doença dentro da família e fizeram ou fazem o tratamento.

Almir revelou que a hanseníase não leva a morte, no entanto, pode causar mutilações e perdas de movimentos de alguns membros do corpo. Com relação ao tratamento, dependendo o estado em que o paciente chega à unidade de saúde, pode ser mais demorado, entre 1 a 2 anos, podendo deixar sequelas irreversíveis.

Dados sobre a hanseníase em MT

O Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, informa que Mato Grosso registrou as maiores taxas de detecção de hanseníase do país. No ano de 2015, a taxa de detecção de novos casos da doença foi de 93,00/100.000 habitantes, totalizando 3.037 casos novos.

No ano de 2016 foram detectados 2.658 casos novos, correspondendo a uma taxa de detecção de 80,4/100.000 habitantes. No período de 2009 a 2016, Mato Grosso registrou 1.334 casos em crianças menores de 15 anos, correspondendo a 6% do total de casos registrados.

Estes dados reforçam a presença de focos de infecção e transmissão recentes da doença. Devido ao longo período de incubação, a hanseníase é menos frequente em menores de 15 anos de idade. Contudo, em áreas de maior prevalência e no caso de detecção da doença em focos domiciliares, a incidência nesta faixa etária é esperada.

A previsão é que em Juara a campanha de conscientização e combate da hanseníase deve ocorrer durante todo o ano.


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