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Saúde

02/08/2018 12:49 G1

Vacina contra meningite está em falta em muitos postos de saúde no país

A vacina contra meningite, que faz parte do calendário de vacinação, está em falta nos postos de saúde de diversos estados.A vacina contra meningite, que faz parte do calendário de vacinação, está em falta nos postos de saúde de diversos estados.
Como todas as crianças, a Eduarda deveria tomar a primeira dose da vacina contra a meningite aos três meses de vida. O Evandro levou a filha em três postos de saúde em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre. Mas a resposta foi sempre a mesma.
“Me falaram que não tinha e que teria o risco de faltar em todo território nacional. E no terceiro posto só falaram que não tinha e não tinha previsão de receber de novo”, relata Evandro Valim.
A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul só recebeu vacinas para imunizar uma em cada três crianças que vierem aos postos durante o mês de julho. O Ministério da Saúde admite que o desabastecimento da meningocócica C atinge todo o país.
Em São Paulo, a capital recebeu 16% das doses solicitadas para o mês e pode faltar vacina. No Ceará, a entrega é menor que a meta de vacinação pelo menos desde maio. Pernambuco recebeu 36% da meta mensal. Minas Gerais e Paraná receberam menos, mas estão conseguindo trabalhar com o estoque reduzido.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que o problema acontece porque a empresa que produz as vacinas, a Fundação Ezequiel Dias, tem atrasado as entregas. A previsão é que a situação seja normalizada em agosto.
O laboratório diz que o suprimento da vacina meningocócica C não atingiu os quantitativos programados para os três últimos meses devido a problemas atípicos na cadeia produtiva e logística, sem explicar os detalhes. E afirma que a situação está sendo regularizada.
Em Palmas, no Tocantins, nenhum posto de saúde tem a vacina. O governo do estado esperava 25 mil doses, mas recebeu menos de um quinto disso.
“Certamente nós já estamos com mais de 2 mil crianças que precisariam receber a dose e ainda não receberam”, afirma a enfermeira Juliana Araújo de Souza.
Heitor, de cinco meses, precisa tomar a segunda dose que, numa clínica particular, chega a custar R$ 450. "A gente fica apreensiva, né? Com medo", diz a mãe do menino.
O médico infectologista da PUC/RS, Fabiano Ramos, orienta os pais a tomarem cuidados com os filhos que ainda não receberam a vacina: "Especialmente no inverno; obviamente é uma doença que se dissemina mais. Exatamente porque é transmitida por secreções respiratórias. Então dividir brinquedos, aquela coisa de colocar o brinquedo na boca de um e depois na de outro, é uma forma de transmissão".


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