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Saúde

06/12/2018 06:43 R7

Teste experimental permite detectar câncer em 10 minutos

Pesquisadores australianos desenvolveram um teste experimental que, caso seja bem-sucedido em estudos futuros, poderá ser o primeiro exame a detectar de forma simples qualquer tipo de câncer atualmente descrito pela Medicina.

O estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Queensland, e publicado nesta terça-feira (4) na revista científica Nature Communications, utilizou amostras de células de 200 pacientes com os mais diferentes tipos de tumor e verificou que certas expressões do DNA são diferentes entre células cancerígenas e células saudáveis.

Por meio de experimentos em que as células foram dissolvidas em uma solução aquosa e também testadas quanto à afinidade com ouro, os pesquisadores australianos observaram que as células de todos os tipos de câncer tinham o mesmo comportamento nesses experimentos.

Assim, os cientistas descobriram que, com uma simples amostra de sangue, é possível testar as células e descobrir, em apenas dez minutos, se há essa alteração no DNA que indica a presença de células cancerígenas no organismo.

De acordo com os pesquisadores, o teste teve precisão de 89%, ou seja, acertou a presença de células cancerígenas em 89 de cada 100 casos.

Assim, os cientistas descobriram que, com uma simples amostra de sangue, é possível testar as células e descobrir, em apenas dez minutos, se há essa alteração no DNA que indica a presença de células cancerígenas no organismo.

De acordo com os pesquisadores, o teste teve precisão de 89%, ou seja, acertou a presença de células cancerígenas em 89 de cada 100 casos.

Os cientistas destacam, no entanto, que, embora o teste seja capaz de diagnosticar qualquer célula cancerígena, ele não indica qual é o tipo de tumor nem a gravidade da doença identificada.

Avanço

De acordo com o médico Tulio Pfiffer, oncologista clínico do Hospital Sírio-Libanês, embora ainda em fase de estudos, o teste representaria grande avanço na detecção precoce de tumores. "Hoje até temos exames que identificam proteínas classificadas como marcadores tumorais, mas esses marcadores são imprecisos e existem apenas em alguns tipos de tumores", diz.

A pesquisa dos cientistas australianos, explica Pfiffer, cria uma nova abordagem no processo de detecção de células cancerígenas. "Atualmente, com as biópsias, buscamos alterações na biologia do DNA. Com esse teste, que é muito mais simples, estaremos olhando para aspectos físico-químicos do DNA alterado pelo tumor, como o simples fato de ele se agregar ou não à moléculas de água ou barras de ouro, afirma o especialista".

Quem tem câncer de pele tem predisposição para outros tipos de câncer? O câncer de pele não está associado a outros tipos de câncer. Isso porque o principal fator de risco para o câncer de pele é a exposição prolongada e repetida ao sol, devido aos raios ultravioleta. Porém, pessoas que têm deficiência crônica no sistema imunológico devido a transplante, infecção pelo HIV ou uso de medicamentos, possuem predisposição a vários tipos de câncer, inclusive ao de pele, segundo o oncologista Cristiano Duque, da Oncoclínica (Centro de Tratamento Oncológico), no Rio de Janeiro


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