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Juara (MT), 18 de março de 2019 - 20:23

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Saúde

08/01/2019 08:25 Portal do agronegocio

Modificação genética aumentou rendimento em 40%

Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Illinóis, nos Estados Unidos, conseguiu aumentar em 40% o rendimento de plantas de tabaco em um campo experimental, utilizando técnicas de modificação genética. O artigo foi publicado nesta quinta-feira (03.01), na revista Science.Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Illinóis, nos Estados Unidos, conseguiu aumentar em 40% o rendimento de plantas de tabaco em um campo experimental, utilizando técnicas de modificação genética. O artigo foi publicado nesta quinta-feira (03.01), na revista Science.
 
Os resultados sugerem um método que poderia ser usado para superar as limitações inerentes da fotossíntese natural para melhorar a produtividade e de outras culturas importantes globalmente, como arroz ou trigo. Como os métodos comumente utilizados na busca pelo aumento da produtividade, como pesticidas e irrigação, estão sendo otimizados, a eficiência fotossintética está se tornando a primeira opção para alguns cientistas da área.
 
Nesse cenário, os pesquisadores trabalharam na enzima de fixação de carbono RuBisCO, que é essencial na transformação do dióxido de carbono atmosférico em biomassa vegetal e também reage com o oxigênio para produzir subprodutos disfuncionais. A partir disso, a fotorrespiração desintoxica esses subprodutos e os converte em moléculas úteis.
 
Usando o tabaco como modelo de cultivo, os pesquisadores introduziram vias metabólicas não-nativas e sintéticas que reciclaram mais eficientemente os subprodutos da oxigenação da RuBisCO. O tabaco foi usado devido, em parte, à facilidade de manipulação genética, bem como devido à sua natureza resistente e produção abundante de sementes, o que o torna adequado para fins de pesquisa.
 
De acordo com os resultados de experimentos em condições de casa de vegetação e no campo sob condições agrícolas, as vias sintéticas levaram a grandes aumentos na biomassa de peso seco. "A planta pode dedicar essa energia ao seu crescimento, em vez de usá-la para metabolizar as moléculas tóxicas", diz à AFP Donald Ort, o autor principal do estudo.


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