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Saúde

13/04/2019 08:06 Folha Max

Diretoria “cai” e nova equipe é escolhida para salvar Santa Casa

Os associados da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá avaliaram, nesta manhã de sexta-feira (12), que a relação entre a diretoria da unidade e o Poder Público estava estremecida, comprometendo a recuperação do hospital, que passa por dificuldades e cujas portas estão fechadas há 31 dias. Com base nisto, a sociedade mantenedora da unidade decidiu afastar a atual diretoria pelo prazo de 180 dias e nomeou uma nova comissão gestora, cujo objetivo central é conduzir as negociações com o Poder Público, no que tange ao plano de recuperação da Santa Casa.

Na parte da administração, o hospital continua sob o comando do capitão da reserva, Daniel Pereira. As mudanças traçadas nesta manhã dizem respeito à parte operacional da unidade. No lugar do médico Carlos Coutinho, assume a gestão o médico Saboia Ribeiro Filho, cuja equipe conta também com os médicos Josemar Figueiredo, Augusto Aurélio de Carvalho, Maria Elizabeth Meure Alves e Edmundo Castelo dos Santos.

“Essa equipe é para fazer as negociações, porque o Poder Público estava alegando que a equipe que estava não tinha credibilidade, que era a mesma, e, para a Santa Casa poder voltar a ter credibilidade, foi nomeada essa equipe”, informou o capitão à reportagem do FOLHAMAX.

A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, inaugurada em 1817, fechou suas portas há um mês, após passar por sérias dificuldades financeiras e acumular dívidas na ordem de R$ 118 milhões, inclusive, com salários atrasados.

O assunto vem sendo debatido pelos órgãos públicos, em busca de uma solução para a unidade. Entre as medidas, está a destinação de recursos financeiros por parte da prefeitura de Cuiabá e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para quitar as folhas de pagamento que estão em atraso.

No âmbito municipal, a situação acabou gerando rusga entre o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e a então diretoria da unidade, com troca de acusações sobre a responsabilidade acerca da atual situação da Santa Casa.

De um lado, a diretoria acusa a prefeitura de dever por serviços prestados e repasses não feitos, como a emenda da bancada federal, que seria destinada à unidade. Por outro, a prefeitura alega que a Santa Casa recebeu por serviços ainda não prestados e que, portanto, ela é quem está em débito na situação.

De acordo com informações, a unidade já firmou dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Ministério Público do Estado (MP), mas que não teriam sido cumpridos. Uma das exigências do órgão ministerial seria a renúncia coletiva da diretoria da Santa Casa, o que não teria sido aceito pelos médicos que a compõe.


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