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Saúde

07/05/2019 11:10 R7

Peste bubônica mata casal e deixa cidade da Mongólia de quarentena

A peste bubônica, que ficou conhecida como peste negra depois de ter dizimado um terço da população europeia na Idade Média, fechou as fronteiras da cidade de Ölgiy, na Mongólia, na sexta-feira (3), deixando cerca de 160 pessoas de quarentena, grande parte turistas estrangeiros, segundo divulgado pelo The Siberian Times.

A determinação do Ministério da Saúde do país se deu depois da morte de um casal nativo - uma homem de 38 anos e uma mulher grávida de 37 - que se contaminaram com a doença ao comer rins crus de marmota, depois de caçá-la. Eles tinham quatro filhos, entre 2 e 13 anos.

Segundo a tradição mongol, comer carne crua e órgãos internos de uma marmota recém-morta fortalecem a saúde, diz o jornal.

Entre os turistas que estão impedidos de sair da Mongólia por causa da doença há norte-americanos, holandeses, suecos, suíços, coreanos, alemães e russos.

Turistas estrangeiros não podem sair da cidade até que o risco cesse

Turistas estrangeiros não podem sair da cidade até que o risco cesse

Reprodução The Siberian Times

Ainda não há prazo para o fim da quarentena, mas o limite, de acordo com a publicação, é de 21 dias.

"Você pensou que a peste era algo da Idade das Trevas? Nós também!! Estávamos prestes a deixar Ölgiy para ir mais fundo na Mongólia, mas todas as saídas da cidade foram fechadas e não nos permitiram sair. Metade da cidade está fechada devido a algumas marmotas contaminadas pela peste!" escreveu a turista Elena Kovena, de Kemerovo, na Rússia, nas redes sociais, segundo o jornal siberiano. 

A peste bubônica é uma doença bacteriana transmitida por pulgas que vivem em roedores, como as marmotas. Hoje existem antibióticos para tratamento da doença, o que torna o risco de epidemia baixo.

Ela afeta o sistema linfático, causando inflamação e necrose dos glânglios, que soltam pus pela pele. Se não tratada, pode matar em menos de 24 horas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Peste bubônica: também chamada de peste negra, trata-se da mesma doença que dizimou um terço da população europeia na Idade Média. De acordo com o infectologista Carlos Fortaleza, da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia e professor da Faculdade de Medicina da Unesp, hoje não há a probabilidade de epidemia dessa doença porque já existem antibióticos para tratamento. É causada por uma bactéria transmitida pela pulga do rato. A doença se manifesta como antigamente: afeta o sistema linfático, causando inflamação e necrose dos glânglios, que soltam pus pela pele. Se não tratada, mata em duas semanas.


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