Juara (MT), 23 de agosto de 2019 - 20:27

? ºC Juara - MT

Saúde

11/06/2019 05:59 R7

"Depressão pós-infarto" pode durar até 30 dias após o episódio

Passar por um infarto pode desencadear inúmeros sentimentos, como ansiedade, medo se a cirurgia cardíaca dará certo, angústia, sentimentos de depressão, culpa pelo estilo de vida que levava antes do acontecimento e medo da morte. "É comum que essas pessoas se sintam deprimidas ao longo de 30 dias após o infarto. Mas, se o sentimento durar mais tempo do que isso, pode ser uma depressão, provavelmente com um quadro instalado antes do episódio e com piora após infartar", explica a psicóloga Merilene Kehdi.

Marilene afirma que tais sentimentos podem ser desencadeados pela crença de que a pessoa está no final da vida e, por conta desse estresse, a internação e a recuperação desse paciente podem ser mais extensas.

"O processo de reestruturação de uma nova realidade, física, emocional e psíquica ocorre após o infarto. Existem pessoas que lidam muito bem com isso, e até se tornam mais saudáveis, mas têm outras que sofrem um abalo emocional mais importante. A estrutura familiar é importante neste momento", afirma o cardiologista Rodrigo Esper, do SBHCI (Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista). 

Esper afirma que o quadro depressivo associado ao infarto agrava os riscos de um paciente cardíaco. "É importante diferenciar a depressão da tristeza após esse episódio e, se realmente houver uma depressão, ela deve ser tratada e acompanhada por profissionais, assim como a medicação apropriada, que deve receitada por um médico", afirma.

O cardiologista ressalta que é importante não se automedicar, especialmente com remédios controlados como antidepressivos, que devem ser receitados com cautela. "Esse tipo de medicação pode alterar o ritmo do coração. Todo paciente cardíaco deve fazer um eletrocardiograma antes de tomar esses remédios, para que seja receitado adequadamente, além de fazer um acompanhamento multidisciplinar", explica.

Esper afirma que a tristeza pode ser considerada um processo saudável para que o paciente reconheça a doença, possa se reerguer e tratar melhor a sua saúde.

 

"O acompanhamento psicológico, seja na depressão ou na tristeza, é importante para que a pessoa consiga mudar seu estilo de vida e processar todas as questões emocionais, todos os medos, para que isso não tome conta do paciente", afirma a psicóloga.

O cardiologista afirma que, para evitar tanto a tristeza quanto a depressão, é importante que o paciente tire todas as suas dúvidas sobre o quadro do infarto, esclarecendo mudanças de estilo de vida, uso de medicamentos e alimentação.

A psicóloga recomenda que, para evitar esses sentimentos de tristeza, é necessário que o paciente tenha um maior controle interno e de suas emoções, buscando sempre um especialista. "A saúde emocional tem influência direta para desencadear muitas doenças e, por isso é importante preservá-la", finaliza.

O infarto na mulher possui características diferentes em relação ao infarto no homem. Segundo o cardiologista Marcelo Sampaio, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, no caso da mulher as dores podem ter outra intensidade, irradiação e outros sintomas atípicos, como fraqueza e tontura. Por conta da diferença dos sintomas, a mulher demoraria mais tempo a procurar o pronto-socorro, quando comparada ao homem


Banner hospital quadrado

Acesse Notícias

Em tempo record o site mais visitado do Vale do Arinos

Copyright 2016 - Todos os direitos reservados.

Redes Sociais

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo