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Saúde

06/08/2019 09:30 R7

Infarto pode ser provocado por poluição ambiental, diz estudo

As partículas provenientes da poluição podem acelerar o infarto do miocárdio, já que o acúmulo das mesmas pode produzir vasoconstricção e dano isquêmico severo, segundo um estudo realizado no México e divulgado nesta segunda-feira (5).

A pesquisa foi realizada pela neuropatologista e professora da Universidad del Valle de México (UVM) Lilian Calderón, que explicou em comunicado que, devido ao tamanho nanométrico, essas partículas entram no corpo através da inalação de ar pelo trato respiratório e são transportadas pela corrente sanguínea.

Por isso, as partículas podem chegar a qualquer órgão, e até mesmo um feto dentro de um útero pode sofrer mudanças genéticas.

Em sua pesquisa intitulada "Nanopartículas magnéticas de poluição do ar derivadas da combustão - e do atrito - em corações humanos", a especialista analisou 72 corações de pessoas falecidas com idades compreendidas entre 9 e 24 anos.

A maioria dessas pessoas vivia na região metropolitana da Cidade do México, e "apesar de sua juventude, já apresentavam dano neurovascular significativo e o mal de Alzheimer em evolução", disse a especialista.

Na análise, descobriu-se que tais partículas contêm diferentes materiais orgânicos e inorgânicos, incluindo endotoxinas e metais que produzem um estresse oxidativo importante e alteram cada uma das organelas dos ventrículos direito e esquerdo.

Isso provoca danos diretos ao miocárdio e traz alterações com consequências graves em curto e longo prazo.

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A pesquisadora também descobriu que altas concentrações de magnetita e de hidrocarbonetos poliaromáticos unidos a partículas, especialmente o benzopireno de alto peso molecular formado durante a combustão, podem causar leucemia.

A especialista disse que isso é preocupante devido ao fato de uma criança inalar diferentes volumes de poluentes que um adulto e que uma pessoa da terceira idade.

É por isso que os menores devem evitar realizar atividades esportivas ao meio-dia.

"Isso faz com que uma grande quantidade de ar poluído em relação ao tamanho das crianças seja inalada e, como seus cérebros estão em desenvolvimento, eles são mais vulneráveis a qualquer alteração neurotóxica", explicou a especialista.

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Lilian assinalou que se a inflamação crônica do miocárdio e o estresse oxidativo do retículo endoplasmático não forem compensados, isto pode estimular o desenvolvimento de estados cardiovasculares fisiopatológicos em crianças e adultos jovens em ambientes poluídos.

A especialista ressaltou que é importante atender às recomendações de contingências ambientais, tais como, não se expor a poluentes nos horários de pico, evitar exposição durante tempo prolongado a estradas e vias com trânsito pesado, não se expor à fumaça decorrente da queima de madeira, nem de fogos de artifício.

Em relação às crianças, a pesquisadora afirmou que é imprescindível que elas realizem exercícios em ambientes fechados, tomem vitamina D e tenham uma dieta baseada em verduras, nozes, amêndoas, carne em quantidades moderadas, azeite de oliva e evitar bebidas ricas em frutose e energéticas.


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