Juara (MT), 23 de agosto de 2017 - 22:45

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15/05/2017 08:10 Veja Entretenimento

“Não sou formador de opinião”

O piauiense Whindersson Nunes, 23 anos, está rindo à toa. O que começou com uma brincadeira despretensiosa em 2010, quando o então ajudante de garçom da cidade de Bom Jesus percorria 3 quilômetros a pé para pegar emprestada a câmera de uma amiga e gravar seus vídeos na internet, se transformou em um negócio de peso. Falando de histórias de sua infância, do seu dia-a-dia, de filmes e de músicas – principalmente parodiando sucessos –, Whindersson ultrapassou em número de inscritos no seu canal do YouTube – 19 milhões – o Porta dos Fundos, campeão anterior. Nem no mundo faz feio: figura entre os dez youtubers mais influentes do mundo. Este ano, estreou o show Proparoxítona, que já passou por 25 cidades. Após três sessões lotadas no teatro Vivo Rio, no Rio de Janeiro, Whindersson falou à VEJA.

É mais fácil fazer humor sendo pobre ou rico? A diferença mais importante é no meu alcance. Consigo me apresentar em lugar maior, fazer uma divulgação melhor. Claro que as histórias que eu vivo influenciam meu humor e elas vão mudando conforme eu ganho mais. As piadas vão ficando mais inteligentes, dou uma cara nova, uma sofisticação. Mas sinto saudade de shows que fiz quando era pobre. Tirava graça de coisas mais simples também.

Qual é o lado bom da fama? E o ruim? O lado bom é que as pessoas me tratam bem e que posso ajudar minha família. Mas eu não tive a preparação de um ator da Globo, por exemplo, que passa anos construindo a carreira. Foi tudo muito rápido. Então às vezes sinto tristeza, raiva, estresse, e não consigo esconder. Quando tenho que lidar com muito assédio, por exemplo.

Você é formador de opinião? De jeito nenhum. Meus vídeos são de humor. Meu objetivo é provocar o riso e, no máximo, passar uma mensagem boa para as pessoas. Não quero mobilizar nem fazer a opinião de ninguém. Eu não sou dono da verdade. Já fiz um vídeo sobre política, mas só para as pessoas darem risada. Não falo em quem votar, não critico partidos. Minha missão não é informar. O Jornal Nacional está aí para isso.

Você se preocupa com a repercussão das suas piadas? Presto atenção nisso, sim. Gosto muito do politicamente incorreto, de humor negro, mas quase não faço. Eu não invento polêmicas. Mas gosto de contar as coisas que acontecem comigo, não importa se envolvem envolvem um gay ou um padre? As pessoas sabem que eu sou cristão e não vou colocar palavrão em esquete sobre Deus. Mas faço piadas sobre minha vivência religiosa. Passo um stand-up inteiro falando sobre minhas conversas com Deus quando era criança. Fui criticado por causa de Eu virei gay (paródia do hit sertanejo Eu sosseguei). Aquele pessoal de sempre veio dizer que não se vira gay, se nasce gay.

Como você lida com isso? Eu sigo em frente. Não dá para ficar explicando para todo mundo que eu falava daquela pessoa reprimida a vida inteira que um dia sai do armário e surpreende. Essa é a realidade que eu vi acontecer nas cidades pequenas do Nordeste, de onde eu venho. No meu show, também conto um episódio sobre um grupo de fãs anões. Não tem nada de politicamente incorreto. A história realmente aconteceu.

Se você deixar de ser famoso, o que vai fazer? Adoro viajar. Talvez eu vá conhecer o mundo, trocando trabalho por viagem. Não me importaria de voltar a ser garçom em outro país – eles ganham muito bem. Mas confesso: ia sentir falta do conforto que tenho hoje. A gente se acostuma com a vida mais fácil, né?


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