Acusados de matar bebê em Tabaporã e jogar corpo em poço foram indiciados por homicídio qualificado

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Foto reprodução do bebê morto

A Polícia Judiciária Civil em Tabaporã (643 km a médio norte de Cuiabá) indiciou os pais de uma bebê de sete meses por homicídio qualificado, maus tratos, destruição e ocultação de cadáver da criança. O inquérito conduzido pelo delegado Albertino Félix de Brito foi encaminhado ao Fórum da Comarca de Tabaporã na última quinta-feira.

O presidente do inquérito também representou pela conversão da prisão temporária em preventiva dos investigados.

O casal está preso na cidade de Jataí, no sudoeste goiano, aguardando recambiamento para Mato Grosso.

Investigação

As investigações em buscas do corpo da bebê, de aproximadamente 7 meses iniciaram no dia 8 de janeiro, após denúncia ao Conselho Tutelar do município. Segundo testemunhas, no dia 27 de dezembro, o casal foi visto em três situações distintas – a primeira delas, nas proximidades do rio Sereno com o carrinho de bebê (não sendo constatado se a criança estava no carrinho ou não). Logo em seguida, o casal foi visto sozinho sem a criança e sem o carrinho e mais tarde, pedindo carona a terceiros.

Posteriormente, uma testemunha que teve contato com o pai da criança relatou que ele disse que teve que sair as pressas da cidade e pediu para que fosse colocado fogo nas coisas do bebê. Durante as diligências, o carrinho da criança foi localizado jogado no córrego, onde o casal foi visto.

O delegado ouviu várias testemunhas e foram apuradas evidências de que o casal teria tirado a vida do bebê e posteriormente fugido da cidade.

Durante as diligências, o casal foi localizado na cidade de Jataí (GO), com apoio da Polícia Civil local. Após serem interrogados pelo delegado da cidade goiana, o pai e a mãe da criança confessaram a autoria dos crimes e indicaram o local onde ocultaram o cadáver.

Equipes da Polícia Civil de Tabaporã e do Corpo de Bombeiros de Sinop localizaram no dia 9 de janeiro partes do corpo no fundo de um poço, nos arreadores da cidade. Devido ao tempo e às condições do local, o corpo já estava em decomposição. Todo o material foi encaminhado para perícia no Instituto Médio Legal da Politec.

No ano passado, o casal já havia sido denunciado por maus tratos contra a criança. A bebê ficou na Casa de Passagem do município durante um período, até que a guarda foi restituída pela justiça aos pais.

Fonte: Assessoria PJC

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