Brasil tem mais de 5 milhões de moradias irregulares, diz IBGE

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Dos mais de 65,5 milhões de domicílios ocupados pelos mais de 210 milhões de brasileiros, 5,127 milhões (7,8%) correspondem a moradias irregulares, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (19), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o IBGE, os chamados correspondem a domicílios caracterizados por um padrão urbanístico irregular, com carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação. Entram na classificação favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, loteamentos irregulares, mocambos e palafitas.

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Na análise por regiões, é possível observar que o maior percentual de moradias irregulares é encontrado nos Estados do Norte do Brasil, onde quase um quinto (18,9%) do total de 18,4 milhões de domicílios são considerados aglomerados subnormais.

Responsável pela maior população do País, com mais de 88 milhões de habitantes, o Sudeste é também responsável pelo maior volume de moradias irregulares: 23,2 milhões. O número corresponde a 8,1% dos 28,6 milhões de residências localizadas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

O percentual de domicílios irregulares do Sudeste é seguido de perto pelo Nordeste, onde 8,6% das quase 17 milhões de residência são enquadradas como aglomerados subnormais. Completam a lista o Sul e o Centro-Oeste, regiões nas quais volume de moradias irregulares é de, respectivamente, 3% e 2,4%.

“As características que subsidiam a classificação da categoria geográfica dos aglomerados subnormais apontam para áreas de precariedade no acesso a serviços básicos e na infraestrutura social”, observa o IBGE na publicação.

Coronavírus

Na avaliação do IBGE, a identificação dos Estados e municípios com maiores proporções de moradias irregulares sinaliza “uma maior vulnerabilidade social com possíveis consequências para os serviços de saúde e assistência social no caso do alastramento da covid-19”.

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O estudo aponta ainda que as populações residentes em aglomerados subnormais são na maioria das vezes dependentes do SUS (Sistema Único de Saúde) e têm ocupações que limitam a efetividade das recomendações de isolamento social para enfretamento à pandemia.

“O padrão urbanístico também pode consistir em um limitador no caso de necessidade de acesso de ambulâncias para casos de maior gravidade”, aponta o levantamento.

Fonte: R7

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