Foz do Iguaçu passa a contar com duas ligações distintas com o Paraguai, cada uma com papel específico na dinâmica da fronteira. A recém-inaugurada Ponte da Integração surge como alternativa para o transporte pesado, enquanto a tradicional Ponte da Amizade permanece como principal via para pedestres, turistas e o comércio varejista entre os dois países.
Localizadas em Foz do Iguaçu, as estruturas atendem a demandas diferentes. A Ponte da Amizade, inaugurada há quase seis décadas, concentra o intenso fluxo diário de pessoas rumo a Cidade do Leste, especialmente motivado pelo turismo de compras. Já a Ponte da Integração foi planejada para retirar caminhões da área urbana, reduzindo congestionamentos e melhorando a mobilidade na região central.
Com a abertura oficial no sábado (20), uma mudança prática entrou em vigor: o tráfego de caminhões vazios pela Ponte da Amizade passou a ser proibido. Segundo o ministro dos Transportes Renan Filho, a nova ligação representa um passo decisivo para reorganizar o trânsito e impulsionar a integração logística regional.
Apesar do avanço na infraestrutura, a inauguração foi acompanhada por desencontros diplomáticos. Brasil e Paraguai realizaram cerimônias separadas e, durante a Cúpula do Mercosul, o presidente paraguaio Santiago Peña manifestou insatisfação com a falta de entendimento entre as representações dos dois países, classificando o episódio como um momento de “gosto amargo”.
Ainda assim, a expectativa é de que a nova ponte contribua para desafogar o tráfego pesado, melhorar a circulação urbana e fortalecer a integração econômica entre Brasil e Paraguai, mantendo a Ponte da Amizade como símbolo histórico e eixo do turismo fronteiriço.





































































