O cenário econômico brasileiro para 2026 apresenta sinais de maior estabilidade, segundo o mais recente relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. A projeção de inflação oficial do país foi revisada levemente para baixo, passando de 4,06% para 4,05%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância da meta e reforçando as expectativas de controle dos preços no médio prazo.
Desde 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação, com objetivo central de 3%, admitindo variação de até 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A atual projeção permanece 0,45 ponto percentual abaixo do teto, fixado em 4,50%, o que sinaliza avanço no processo de convergência inflacionária.
Desempenho da economia brasileira mostra resiliência
A atividade econômica do Brasil mantém ritmo moderado de crescimento. Para 2026, o mercado financeiro projeta expansão de 1,80% do Produto Interno Bruto (PIB), com leve melhora nas estimativas mais recentes, que apontam 1,87%. O Banco Central, por sua vez, elevou sua projeção para 2025 de 2,0% para 2,3%, influenciado principalmente pelo forte desempenho da agropecuária brasileira.
O agronegócio, com destaque para a colheita de grãos em estados líderes como Mato Grosso, tem sido um dos principais motores da economia nacional, contribuindo para geração de empregos, fortalecimento das exportações e maior equilíbrio das contas externas do país.
Juros permanecem elevados como ferramenta de controle
A taxa básica de juros, a Selic, continua em 15% ao ano, patamar mantido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) pela quarta reunião consecutiva. A estratégia, segundo o próprio Banco Central, é necessária para assegurar a convergência da inflação à meta.
Para o fim de 2026, a projeção da Selic é de 12,25%. Em 2027, o mercado estima 10,50%, com recuo gradual nos anos seguintes, refletindo a expectativa de inflação mais comportada.
Dólar estável reforça previsibilidade
No mercado cambial, o Brasil segue com projeções estáveis. O dólar deve encerrar 2026 e 2027 cotado em R$ 5,50. Em 2028, a previsão é de R$ 5,52. Em 2025, a moeda americana fechou em R$ 5,4890, acumulando desvalorização de mais de 11% frente ao real, resultado do ambiente de juros elevados e maior atratividade dos ativos brasileiros.
Expectativas de longo prazo seguem ancoradas
As projeções de inflação para 2027 e 2028 permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente, enquanto a expectativa para 2029 continua em 3,50%, indicando que o mercado acredita na manutenção do equilíbrio macroeconômico do Brasil no longo prazo.





































































