Juara – Mato Grosso

30 de janeiro de 2026 16:44

Dois anos após fuga, muralhas prometidas em presídios federais seguem inacabadas

imagem gerada por ia

Passados dois anos da fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), as obras de construção de muralhas prometidas pelo governo federal como reforço à segurança do sistema penitenciário ainda não foram concluídas na maior parte das unidades.

Levantamento recente da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) indica que, entre as cinco penitenciárias federais, apenas a unidade de Brasília já recebeu a estrutura completa. Na capital federal, o investimento somou R$ 30,7 milhões.

Nas demais unidades — Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR) — os projetos enfrentam entraves, paralisações ou sequer tiveram início. Em alguns casos, a previsão de conclusão foi empurrada para 2027, segundo os cronogramas mais atualizados.

Somados, os investimentos previstos para essas quatro unidades chegam a R$ 149,8 milhões. Apesar de o governo ter classificado o reforço da segurança como prioridade após o episódio no Rio Grande do Norte, a maior parte das barreiras físicas anunciadas ainda não saiu do papel.

Situação das obras por unidade

Mossoró (RN)
A construção começou em janeiro de 2025, mas foi interrompida em outubro após abandono por parte da empresa responsável. A Senappen informou que está convocando a segunda colocada da licitação para retomar os trabalhos.
🔹 Valor: R$ 28,5 milhões
🔹 Prazo estimado: 10 meses após a retomada

Porto Velho (RO)
As obras ainda não tiveram início. A expectativa é que comecem entre fevereiro e março de 2026, com previsão de entrega até o fim do mesmo ano.
🔹 Valor: R$ 38,3 milhões

Campo Grande (MS)
O contrato prevê início das obras em fevereiro de 2026, com conclusão estimada apenas para fevereiro de 2027.
🔹 Valor: R$ 42,9 milhões

Catanduvas (PR)
A licitação está programada para março de 2026. A conclusão da muralha também está prevista para 2027.
🔹 Valor estimado: R$ 40 milhões

Posição do governo

Em nota, a Secretaria Nacional de Políticas Penais informou que a paralisação em Mossoró ocorreu por abandono da obra por parte da empresa contratada, caracterizando descumprimento contratual. Segundo o órgão, estão em andamento os procedimentos legais para aplicação de sanções.

Sobre as demais unidades, a Senappen afirmou que os projetos estão em diferentes fases dos processos licitatórios e que os prazos divulgados seguem os trâmites legais. A secretaria destacou ainda que as ações estão sendo conduzidas com rigor técnico, transparência e dentro das normas da administração pública.

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