Nos primeiros 11 dias úteis de janeiro de 2026, o Brasil registrou um desempenho expressivo nas exportações de milho, com um volume já equivalente a cerca de três quartos do total embarcado em todo o mesmo mês do ano passado.
De acordo com dados do segundo relatório de exportações divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até o momento foram enviadas ao exterior 2.713.147,7 toneladas de milho não moído, o que corresponde a 75,49% das 3.594.034,4 toneladas exportadas em janeiro de 2025.
O ritmo dos embarques também chama atenção: a média diária de exportação neste início de ano foi de 246.649,8 toneladas, um crescimento de 51% em comparação com as 163.365,2 toneladas registradas por dia útil no mesmo período de 2025.
Apesar dos números positivos, analistas do mercado agrícola avaliam que esse ritmo deve perder força nas próximas semanas. A expectativa é que, com o avanço da colheita e o aumento dos embarques de soja, o milho perca espaço nos portos, reduzindo a intensidade das exportações.
Outro fator que pode impactar os resultados é a queda nas cotações internacionais do grão, especialmente após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 12 de janeiro. Essa retração nos preços diminuiu a paridade de exportação e tornou o cenário menos favorável para os exportadores brasileiros.
No que diz respeito à receita, o Brasil acumulou US$ 592,909 milhões com as vendas externas de milho até agora em janeiro, valor inferior aos US$ 789,863 milhões registrados em todo o mês de janeiro de 2025. Ainda assim, a média diária de faturamento cresceu 50,1%, passando de US$ 35,902 milhões para US$ 53,900 milhões por dia útil.





































































