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Juara – Mato Grosso
Sábado, 31 de Outubro de 2020

Coleta de castanha do Brasil fomenta renda econômica das comunidades indígenas em Juara

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A coleta de castanha do Brasil é uma tradição das comunidades indígenas e serve como uma fonte de renda extra para os indígenas de Juara, e o período de coleta começa a partir do dia 15 do mês de novembro e vai até o mês de julho do ano seguinte, totalizando 06 meses de trabalho, conforme disse Nicolau Morimã Neto, coordenador técnico da FUNAI em Juara.

A quantidade de castanha colhida varia a cada ano. O ano mais produtivo, a quantidade é maior, quando a menos carregamento da fruteira, a quantidade é menor.

Costumeiramente durante os 06 meses de coleta nas aldeias indígenas de Juara, a quantidade do inicio ao fim da safra é de 120 a 150 toneladas de castanha.

O produto é vendido para a empresa Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam) situada na cidade de Juruena, região noroeste de Mato Grosso que possui parceria e projetos internacionais.

A COOPAVAM atua na região Noroeste de Mato Grosso e está sediada no município de Juruena, atuando também nos municípios de Juína, Castanheira, Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã, Juara e Brasnorte.

Nesta área, superior a 100.000 km2, ela é a única Cooperativa que trabalha com produtos da sociobiodiversidade envolvendo agricultores familiares de assentamentos, aldeões de 3 Terras Indígenas e atende um público de pelo menos 42.000 crianças de 8 Municípios, parte delas, em risco de insegurança alimentar e nutricional.

A COOPAVAM nasceu em 01/05/2008, do interesse de um grupo de agricultores familiares do Assentamento Vale do Amanhecer, Juruena‑MT, em trabalhar com produtos florestais não-madeireiros. O Vale do Amanhecer é um dos poucos Assentamentos do MT que possui Reserva Legal Comunitária bem conservada e com Licença Ambiental Única aprovada na SEMA-MT, com uma área de 7.200 hectares de floresta amazônica com alto potencial para o extrativismo da castanha do Brasil.

Os trabalhos de coleta da castanha do Brasil feitos pelos indígenas de Juara são feitos individuais ou em forma de grupo. Em forma de grupo, todo valor arrecadado é divido entre os trabalhadores e um percentual é destinado a associação que serve para os gastos em prol da própria comunidade indígena.

Ouça na íntegra a entrevista de Nicolau Morimã Neto, coordenador técnico da FUNAI em Juara:

 

Fonte: radiotucunare/acessenoticias

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