Coronavírus deve reduzir consumo chinês de óleo de soja em até 8%

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O consumo chinês de óleo de soja deve apresentar queda de 6% a 8% no primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado, de acordo com projeção feita pelo banco holandês Rabobank. A instituição financeira ressalta, contudo, que a redução vai depender do avanço do coronavírus nos próximos meses e seus impactos na confiança do consumidor.

Respondendo por 40% do consumo de óleo de soja da China, os serviços de alimentação são os que mais têm pressionado a demanda chinesa pela commodity, sobretudo devido ao receio da população de realizar refeições fora de casa. O Rabobank, contudo, avalia que o mercado pode apresentar recuperação a partir do segundo semestre diante do reaquecimento do setor de serviços de alimentação e da potencial substituição da soja por outros tipos de óleo vegetal, como o de palma.

No caso do farelo de soja, a projeção é de que haja uma queda de 3% a 5% no consumo chinês na primeira metade deste ano, também seguida de forte recuperação no segundo semestre diante do aumento do preço da proteína animal e da recomposição do rebanho local de suínos.

Acordo com os EUA

Diante das más condições do mercado de soja na China após a febre suína africana e, agora, o coronavírus, o Rabobank avalia que o país terá dificuldades de cumprir o acordo comercial firmado com os EUA em janeiro. “À medida que as tensões comerciais diminuíram, a participação dos EUA [nas importações chinesas de soja] cresceu nos últimos meses, mas ainda está bem abaixo da média histórica e do necessário para cumprir a fase 1 do acordo”, observa a instituição financeira.

As previsões iniciais do Rabobank são de que as importações chinesas de soja dos EUA devam ficar entre 22 e 27 milhões de toneladas em 2019/20. Embora o volume seja mais que o dobro do registrado em 2018/19, quando foram comercializadas 10,4 milhões de toneladas, ainda está abaixo das 28,7 milhões de toneladas observadas em 2017/18.

Na avaliação do banco, só a partir do quarto trimestre deste ano as importações chinesas de soja americana apresentarão recuperação substancial, a depender das reações do governo Trump ao ritmo lento das compras chinesas – o que poderia reacender a guerra comercial durante a campanha presidencial dos EUA, observa o Rabobank.

Fonte: Revista Globo Rural

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