Juara – Mato Grosso

24 de julho de 2024 11:08

Delegado interino Jean Fala à Rádio Tucunaré sobre Suicídio na Delegacia.

Em uma entrevista em áudio enviada com exclusividade à reportagem da Rádio Tucunaré, o delegado de Polícia Civil interino de Juara Jean Andrade Araújo esclareceu os detalhes sobre o suicídio de um jovem detido na cela conhecida como Corró, na delegacia de Juara.

O jovem, conduzido à delegacia por violência doméstica contra sua mãe, estava visivelmente transtornado, sob efeito de drogas e álcool.

O delegado Jean relatou que o suspeito foi levado à delegacia após agredir sua mãe. “Ele estava meio transtornado, aparentemente drogado e alcoolizado. Ele agrediu sua mãe e foi conduzido pelos policiais militares. Foram tirar os pertences dele e, para não deixá-lo nu na cela, ele ficou com uma bermuda. E, em pouco tempo, ele conseguiu utilizar dessa bermuda para se enforcar dentro da cela. É uma coisa lamentável que aconteceu.

Estamos empreendendo as diligências para esclarecer tudo, mas foi um fato lamentável que não teria como a gente evitar”, disse o delegado.

Dr. Jean ainda destacou a dificuldade em prevenir tais ocorrências, especialmente quando os detidos estão sob forte influência de substâncias. “Eu não posso te afirmar com certeza o motivo, mas ele, como estava sob efeito de drogas e álcool, provavelmente deve ter se arrependido do que fez com a própria mãe, porque ele machucou bem a própria mãe, tanto que ele foi conduzido por isso. E não tem como a gente ficar 24 horas com o policial olhando se o preso está tentando suicídio ou não. Por isso que o nosso procedimento é deixar ele no máximo de cueca. Como a gente não pode deixar preso na cela, a gente geralmente, nessa situação que eles estão mais alterados, deixa de cueca justamente para evitar esse tipo de situação. Mas mesmo assim, como você mesmo disse, o último se suicidou com a própria cueca. Quando o cara quer tirar a própria vida, ele faz.”

O delegado ressaltou que a polícia se esforça para minimizar os riscos e manter uma vigilância constante, mas reconhece as limitações impostas pela realidade. “A gente tenta minimizar os presos, os policiais ficam sempre de olho, a todo momento passam lá para dar uma olhada na situação, mas não tem como ficar de babá 24 horas do dia com o cidadão conduzido, porque temos o nosso trabalho a fazer. A gente lamenta muito, a gente tenta evitar esse tipo de situação, mas são fatalidades que estão além da capacidade da polícia de evitar.”

O caso, de  complexidade, destaca os desafios enfrentados pelas forças policiais ao lidar com indivíduos em condições de vulnerabilidade e sob influência de substâncias, reforçando a necessidade de protocolos rígidos e atenção contínua para prevenir tragédias como essa.

Fonte: Rádio Tucunaré e acesse notícias

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