Juara – Mato Grosso

10 de março de 2026 03:08

Escola Estadual Cívico-Militar Comendador José Pedro Dias em Juara investe em projetos pedagógicos e bem-estar

A Escola Estadual Cívico-Militar Comendador José Pedro Dias passa por um período de reorganização no atendimento aos alunos em 2026. Segundo o coordenador Tiago Alexandre Bezerra Grácia, a instituição registrou uma pequena redução no número de matrículas em relação ao ano anterior, motivada por mudanças na estrutura de atendimento e não pelo modelo cívico-militar.

De acordo com o coordenador, até 2025 a escola atendia estudantes a partir do 5º ano do ensino fundamental. Com a reorganização definida para este ano letivo, os anos iniciais passaram a ser de responsabilidade do município, e a unidade estadual passou a atender exclusivamente do 6º ao 9º ano. “Essa mudança impactou diretamente o quantitativo de alunos, mas faz parte de um novo arranjo educacional”, explicou.

Atualmente, a escola atende entre 430 e 440 estudantes, número que pode variar ao longo do ano devido a transferências e novas matrículas. Mesmo com a alteração no público atendido, a instituição mantém uma série de projetos pedagógicos e de apoio que têm atraído a atenção de pais e responsáveis.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão o projeto UAPA, que oferece atendimento diferenciado a alunos que necessitam de reforço, a sala de recursos multifuncionais, o EduCarte  realizado no contraturno e a atuação de um professor mediador de conflitos, responsável por orientar situações do cotidiano escolar, campanhas educativas e ações de busca ativa. A escola também recebe, uma vez por semana, a equipe psicossocial da Diretoria Regional de Educação, composta por psicóloga e assistente social, que atende todas as unidades do município.

Outro ponto de destaque é a política de restrição ao uso de celulares. Conforme explicou Tiago, a medida segue legislação nacional, estadual e o regimento interno da escola. Os alunos não podem utilizar aparelhos durante o período em que permanecem na unidade. “A orientação é para que o estudante nem traga o celular. Em casos pontuais, conversamos com o aluno e os pais, sempre com foco na aprendizagem”, afirmou.

Segundo a coordenação, o cumprimento da regra tem sido positivo. Em 2026, foram registrados apenas um ou dois casos de descumprimento, resolvidos com diálogo, sem reincidência. A medida, conforme avalia o coordenador, contribui para maior concentração e foco dos estudantes em sala de aula.

Como alternativa pedagógica ao uso de dispositivos pessoais, a escola disponibiliza equipamentos digitais fornecidos pelo Estado. Os alunos utilizam Chromebooks para pesquisas, atividades pedagógicas e avaliações externas, recurso que vem sendo incorporado semanalmente pelos professores.

Além do foco acadêmico, a instituição também investe no bem-estar dos profissionais. Um exemplo é o projeto WERA, coordenado pelo professor Paulo, que promove alongamentos e aquecimentos físicos. A iniciativa busca prevenir lesões, melhorar a postura, a circulação e a disposição dos docentes, que passam longos períodos em pé em sala de aula.

Para a coordenação, a combinação entre reorganização pedagógica, projetos de apoio, uso orientado da tecnologia e cuidado com a saúde da comunidade escolar fortalece o ambiente educacional e contribui para melhores resultados no processo de ensino-aprendizagem.

Fonte: acessenoticias/radio Tucunare

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