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Juara – Mato Grosso
Sexta-Feira, 24 de Setembro de 2021

Com realização de lucros, contratos futuros do açúcar encerram a semana em queda

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Os contratos futuros do açúcar fecharam a última sexta-feira (30) em baixa nas bolsas internacionais

Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o mercado ainda aguarda dados mais concretos a cerca de possíveis perdas com sucessivas geadas e baixas temperaturas. A realização de lucros também pressionou os mercados.

Em Nova York, na ICE, os contratos futuros do açúcar bruto com vencimento outubro/21 fecharam cotados a 17,91 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 39 pontos, ou 2,1% no comparativo com os preços da véspera. Já a tela março/22 recuou 37 pontos, negociada a 18,43 cts/lb. Os demais lotes caíram entre 5 e 29 pontos.

Açúcar branco

Já o açúcar branco, negociado em Londres, também fechou em baixa em todos os lotes. O vencimento outubro/21 foi contratado no último dia de julho em US$ 445,70 a tonelada, baixa de 5,70 dólares no comparativo com os preços da véspera. Já a tela dezembro/21 recuou 4,40 dólares, negociado em US$ 464,80 a tonelada. Os demais contratos caíram entre 4,50 e 5,60 dólares.

Açúcar cristal

No mercado doméstico, o açúcar cristal também fechou a sexta-feira em baixa pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada em R$ 117,48, contra R$ 117,99 da véspera, recuo de 0,43% no comparativo entre os dias.

Análise

O diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa destacou em sua análise semanal do mercado de açúcar que “as temperaturas congelantes no Centro-Sul do Brasil contrastam com o ambiente morno da movimentação de açúcar no mercado físico. Várias usinas afirmam ter sido abordadas pelas tradings para postergarem as entregas de açúcar para embarques em agosto enquanto outras tradings simplesmente atrasam o carregamento. Essas atitudes por parte das casas comercializadoras, validadas pelo spread outubro/março que exibe um desconto de quase 7% ao ano, destoam da percepção que o mercado tenta passar de que teremos falta de açúcar”.

Ainda segundo Corrêa, os fundos tem sido os protagonistas dessa alta aproveitando a onda de frio e a narrativa dela decorrente de uma reduzida safra de cana em função do clima. “Adicionaram, numa semana, 27.800 lotes (equivalentes a mais de 1.4 milhão de toneladas de açúcar) inflamando o mercado e trazendo séria preocupação para aqueles que estão vendidos e precisam margear junto à Bolsa as altas irracionais. Pelo nosso levantamento, o conjunto formado pelos vendidos (tradings, usinas, provedores de OTC, bancos, entre outros) representa uma drenagem de recursos do caixa que ultrapassaram US$ 2 bilhões”.

Fonte: Agência UDOP de Notícias

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