Juara – Mato Grosso
Quinta-Feira, 22 de Fevereiro de 2024

Famílias jogam fora 1 salário mínimo de comida por ano, diz estudo

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Em média, uma família brasileira com três membros joga fora de R$ 1.630 em alimentos anualmente, superando o salário mínimo atual de R$ 1.320 por mais de R$ 300. Os resultados foram obtidos através de um estudo conduzido pela Opinion Box a pedido da Hellmann’s. A pesquisa entrevistou 867 indivíduos maiores de 18 anos de diversas classes sociais e regiões do país durante o mês de julho.

Entre as principais razões para a perda de produtos estão os hábitos dos consumidores. Quase metade dos entrevistados admitiu deixar ingredientes e sobras em bom estado envelhecerem na geladeira até estragarem. Além disso, 8 em cada 10 brasileiros afirmaram ter jogado alimentos no lixo em julho deste ano, de acordo com a pesquisa.

Segundo o estudo, os produtos mais frequentemente desperdiçados incluem arroz, legumes e saladas, destacados por um terço dos entrevistados. A classificação das maiores perdas ficou da seguinte forma:

  • arroz: 34,8%;
  • legumes: 33,6%;
  • saladas: 32,3%;
  • pães: 25,5%;
  • feijão: 25,4%;
  • lácteos: 21%;
  • molhos e condimentos: 17,1%;
  • refrigerante: 9,7%;
  • proteínas: 8,3%.

A pesquisa revela também que as pessoas estão mais propensas a desperdiçar comida nas segundas-feiras. Isso porque, segundo os resultados, esse é o dia em que há mais sobras de alimentos na geladeira. Logo em seguida, os dias de maior desperdício são o domingo e a sexta-feira.

Os resultados da pesquisa enfatizam que as classes mais afluentes (A e B) são as que apresentam maior desperdício, com 89% dos entrevistados admitindo ter descartado alimentos no mês anterior. Logo em seguida, 80% dos brasileiros pertencentes à classe C relataram perda de comida no último mês. Por fim, nas classes menos privilegiadas (D e E), 78% revelaram ter desperdiçado alimentos durante esse período.

“Os dados deixam claro que ninguém quer jogar comida no lixo, mas reforçam alguns gatilhos que levam ao desperdício”, diz o estudo. Entre eles, está o hábito de descartar alimentos nutritivos que apresentam imperfeições. “Outro é a correria do cotidiano: 21% dizem que gostariam de ser mais ativos contra o desperdício, mas não conseguem conciliar muitos esforços com a correria do dia a dia”.

Segundo outro estudo, dessa vez  realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) , o total de brasileiros com fome atualmente ultrapassou a marca de 33 milhões em  2022. No período, cresceu em 14 milhões o número de pessoas sem o que comer todos os dias, o que fez com que o país retomasse o patamar da década de 1990, ou seja, retrocedendo 30 anos.

A insegurança alimentar atingiu 70,3 milhões de brasileiros entre 2020 e 2022 , de acordo com relatório de agências especializadas da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em julho. O número representa cerca de um terço da população local.

Fonte: Por Bruna Correia

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