Em meio à crise do coronavírus, OMS realiza assembleia geral

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) abriu sua 73ª Assembleia Geral na manhã desta segunda-feira (18) marcada definitivamente pela pandemia de covid-19. O impacto do novo coronavírus vai muito além do formato da assembleia, que será basicamente realizada via teleconferência, e deve determinar o tom político da reunião.

Cem países assinaram uma carta dirigida à OMS solicitando uma investigação independente das origens da pandemia. Originalmente proposto pelo governo da Austrália, o texto citava especificamente o papel desempenhado pela China no início do surto em Wuhan.

A carta foi ganhando contornos mais suaves à medida que foi recebendo apoios – um dos mais supreendentes foi o da Rússia, tradicional aliada chinesa. O texto que deve ser considerado na assembleia pede a investigação “imparcial, independente e abrangente” da resposta da OMS à covid-19.

Resposta diplomáticas a críticas contra OMS

Na abertura da Assembleia Geral, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, manteve seu tom diplomático, embora se possa ler nas entrelinhas do breve discurso alguns dos temas políticos que marcam estes meses de mundo em alerta por conta da pandemia. Entre eles, além das acusações à China, também os ataques à própria OMS.

“Todos temos lições a aprender com a pandemia. Todos os países e as organizações devem examinar sua resposta e aprender com sua experiência. A OMS está comprometida com a transparência, a prestação de contas e a melhoria contínua”, disse o diretor-geral.

A organização tem sido questionada por grupos políticos e governos, com os Estados Unidos à frente, em seu papel de guia médico e científico durante a pandemia. Os EUA cortaram, inclusive, o financiamento à instituição.

“A pandemia de covid-19 testou os laços entre a humanidade”, disse Adhanom, acrescentando que a propagação do novo coronavírus deve servir para se refletir sobre “que tipo de mundo queremos e que tipo de OMS queremos”.

“Mais do que nunca precisamos de um mundo saudável, um mundo mais seguro e mais justo. Mais do que nunca, precisamos de uma OMS mais forte”, concluiu o diretor-geral.

Fonte: R7

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