EUA veem sexta noite de protestos com Casa Branca às escuras e confrontos entre policiais e manifestantes

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WASHINGTON — Os Estados Unidos registraram, nesta segunda-feira, mais uma madrugada violenta durante os protestos em resposta ao assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado por um policial branco no último dia 25 em Minneapolis, no estado de Minnesota. As manifestações, que entram no sétimo dia, já se espalham por ao menos 140 cidades e 21 estados já pediram a intervenção da Guarda Nacional — a primeira vez que tantos líderes locais emitiram a ordem simultaneamente desde 1968, após as manifestações que se seguiram ao assassinato de Martin Luther King.

Em Washington, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes nos arredores da Casa Branca, que apagou quase todas suas luzes externas, ficando praticamente no escuro. Um toque de recolher na cidade havia sido decretado a partir das 23h, mas os ativistas o desafiaram, se reunindo na Praça Lafayette, em frente à sede do governo americano. Alguns deles jogaram garrafas de água e artifícios explosivos contra a polícia. A Igreja de São João, frequentada por todos os presidentes americanos desde James Madison (1809-1817), teve seu subsolo incendiado, tal qual um veículo estacionado na região. Ao redor da cidade, há multiplos relatos de saques.

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Ao menos 25 cidades determinaram toques de recolher diante da situação e 21 estados pediram intervenção da Guarda Nacional — Washington, Califórnia, Nevada, Utah, Colorado, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Nebraska, Texas, Minnesota, Missouri, Wisconsin, Illinois, Michigan, Ohio, Kentucky, Tennessee, Geórgia, Flórida, Carolina do Norte e Nova York, além da capital Washington.

Em vários casos, a polícia de choque usou gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar protestos. Há relatos também de policiais usando força física para conter os manifestantes, algo que aumentou o escrutínio sobre o uso desproporcional de força pelos agentes de segurança. Desde a última segunda, ao menos 4,1 mil pessoas foram presas pelo país. Segundo o canal de televisão WLKY-TV, um homem foi morto a tiros pela polícia nas primeiras horas desta segunda-feira em Louisville, no Kentucky. Não está claro se ele participava dos protestos.

Fonte: O Globo

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